PODEMOS
PAGAR PRA VER!? O
misterioso ego a quem me entregava / por prazer total, adoração total
/ arrastava pedras, ninguém me via ... era uma TV Philco-Hitachi stéreo
e fria A
TV que nos acostumamos a ver à noite quando chegamos em casa, ou no
aconchego do lar nos finais de semana está com os dias contados. Estamos
assistindo a um modelo de TV aberta que agoniza, ao mesmo tempo em que
novos formatos aparecem, dando uma pequena mostra do que nos reserva
a televisão do próximo século. Apesar
de todo esse avanço tecnológico, o mercado se divide no meio de tantos
formatos e modelos. Se a tecnologia atual é suficiente para proporcionar
uma revolução no ambiente televisivo, ela ainda não se viabiliza pelas
idas e vindas de empresas concorrentes ou de setores similares. Tanto
a TV provê acesso á INTERNET, como os computadores dispõem de
placas e programas para prover acesso à programação da TV em tempo real.
A convergência de sinais já bate a porta, unificando áudio, texto, imagem
em bits e redefinindo nosso comportamento em relação ao meio do qual
dispomos. A
INTERNET nos convida e nos seduz a participar, a contribuir com nosso
quinhão de conhecimento para a comunidade global. Estimula também um
aprendizado constante, sobre tantos assuntos quanto os disponibilizados
na Rede. E muda também a relação pela qual assistimos a programação,
já que está fica à nossa disposição e, em função do tipo de serviço,
também nos permite fornecer informação própria. O site Rádios.com (http://www.radios.com.br)
possibilita ouvir rádios e tvs de todo o mundo em tempo real, com o
auxílio de vários softwares diferentes. Além disso, permite adicionar
novas rádios e tvs, tal como um exemplar catálogo temático de buscas. Um
dos grandes desafios que se coloca para o futuro é a capacidade produtiva
da população. Pois se a tecnologia permite a concretização de um desejo
antigo, exposto de modo exemplar por Dieter Prokop, que é a “supressão
da contraposição entre produtores e receptores”, também nos impõe novos
desafios e questionamentos, entre eles o de investigar o aproveitamento
das oportunidades de produção a partir da disponibilidade das ferramentas
e dos meios necessários. Pois
se o homem do final do século XX mantinha o hábito de chegar do trabalho
e ligar a televisão para assistí-la sentado no sofá, ao homem do século
XXI caberá interagir com um computador lhe enviando também uma série
de comandos e solicitações para a definição dos programas escolhidos,
bem como uma constante troca de informações, no caso de conversar com
alguém via chat, áudio ou vídeo. Os
agentes - programas de computador dotados de tarefas específicas atribuídas
pelo usuário - terão um papel fundamental nesse sentido, que será o
de tornar mais objetiva e automatizada as tarefas rotineiras do cidadão
do próximo século. Mas sem dúvida a interação com o meio de comunicação
será o principal diferencial de comportamento ao qual estaremos assistindo. Por
conta do staff das grandes empresas, as informações são bem difusas.
Se uns dizem estar na vanguarda das novas tecnologias, desenvolvendo
pesquisas e definindo padrões, outros ainda despistam e não temem reconhecer
que ainda não vislumbram mercado para essas novas mídias. O fato é que
necessitam de uma combinação desses dois valores, para serem explorados
de modo mais pragmático: capacidade de reverter investimento em dinheiro
e adoção de um formato efetivamente interativo (emissora/operadora -
público) e amigável (que seja amplamente compatível). Esse debate é
que faz emperrar a tomada de decisões, bem como a necessidade de oferecer
um serviço pioneiro no mercado. Outro
aspecto da questão é a redefinição do controle social, que passava pela
implantação de meios de comunicação de massa e migra para meios e veículos
cada vez mais fragmentados na temática, contribuindo para a dissolução
do coletivo. Uma tendência de publicidade que surge é a do atendimento
individualizado, onde conta-se com agentes especializados na definição
de gostos e atribuições pessoais, que realizam uma série de tarefas
e indicam sugestões para o consumo e a satisfação individual. Admirável
mundo novo! Talvez até mais egóico, mas nos desafiando a nos tornar
mais produtivos, a conhecer mais nossos pares, nossas culturas e contribuirmos
com nossa parte, sem nos deixarmos esquecer de que a otimização do tempo
deve levar ao aumento do tempo livre para atividades culturais e de
lazer. A tecnologia contribui com a sua parte. Agora é pagar pra ver a sociedade contribuir com o bom uso de suas possibilidades. Prof.
Adilson Cabral |
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A COMUNICAÇÃO PARA A DEMOCRATIZAÇÃO DA SOCIEDADE: um desafio, um mito UM MITO DE CONCRETO: pistas para um movimento pela democratização da comunicação UMA IDÉIA NA CÂMERA, DUAS MÃOS NA CABEÇA: propostas e desafios das experiências de vídeo no movimento popular MUITO ALÉM DA OBJETIVIDADE DA MECÂNICA À DINÂMICA: um passeio pelas teorias da comunicação |
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