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TECENDO
A REDE DA NET-CIDADANIA
a construção do imaginário sobre o futuro a partir
das
campanhas de publicidade de produtos e serviços ligados à
Internet
RESUMO
A proposta desse artigo é sistematizar uma série de idéias
e metodologias que constituem o projeto de pesquisa intitulado Imagens
do Futuro, desenvolvido junto à Universidade Estácio de
Sá. Tem por principal meta apresentar a Internet - através
de seus produtos e serviços - como principal desencadeadora de
um imaginário sobre o futuro, potencializado a partir da mídia
tradicional, compreendendo a televisão, os jornais e meios alternativos
tais como outdoors e promoção de eventos afins.
Palavras-chave: Internet: produtos e serviços – publicidade – imaginário
social.
INTRODUÇÃO
Apesar de ter se tornado assunto da moda em noticiários do mundo
inteiro, a Internet ainda é acessada e compartilhada por uma parcela
muito pequena de pessoas. Desta forma, o sucesso dos empreendimentos surgidos
na Internet (versões ‘virtuais’ de empresas ‘reais’) e a partir
dela (empresas.com) depende necessariamente de sua visibilidade e sustentação
na mídia tradicional.
Mas nem sempre essa relação entre mídia tradicional
e Internet foi tão complementar. A vocação da Internet
para negócios sempre esteve associada a uma nova mentalidade empresarial
e a uma nova concepção de relacionamento do público
com o meio de comunicação, voltado para a efetiva interatividade
e compartilhamento de opiniões, perspectivas e atuações.
Se num primeiro momento, as empresas de comunicação já
estabelecidas se mostraram um tanto retraídas, o aparecimento das
primeiras experiências com a chamada mídia digital trouxe
a necessidade de uma mudança de perspectiva. Ainda hoje, pensadores
como Pierre Levy afirmam que: “a conotação negativa ou angustiante
da apresentação da rede por algumas mídias vem também
do fato de que (...) o ciberespaço é justamente uma alternativa
para as mídias de massa clássicas” .
Correr atrás do tempo perdido, empenhando-se no aproveitamento
das possibilidades oferecidas pela convergência dos suportes de
áudio, vídeo e texto para o formato digital, começou
a ser não só a meta das empresas de comunicação,
como também de informática e telefonia. Novos investimentos
em pesquisa foram desenvolvidos, novas parcerias estabelecidas e autocríticas
- nem sempre explícitas - tornaram-se públicas, trazidas
em livros tais como A Estrada do Futuro e A Empresa na Velocidade do Pensamento,
ambos de Bill Gates.
Atualmente vemos muitas empresas de comunicação que não
só investem na Internet, através de sites com informações
complementares e multifacetadas, como também pensam e desenvolvem
estratégias que estão desembocando na fusão da Internet
com a TV – chamada, entre vários outros codinomes, de WebTV, tv
interativa ou tv digital. Tão cedo quanto foi possível,
ou seja, quanto a mentalidade dos empresários da mídia tradicional
pode permitir e os dados e fatos puderam fundamentar, a assim chamada
comunicação de massa tornou-se a grande propulsora da Internet
junto ao público em geral, que pouco havia ouvido falar a respeito.
Se é verdade que a Internet rompe com a maneira tradicional de
se pensar e fazer comunicação, podemos dizer, portanto,
que os meios de comunicação de massa estão preparando
seu próprio funeral para ressurgir diante desses novos desafios
a partir de uma perspectiva digital, isto é, não-linear,
interativa e convergente.
UMA
NOVA MÍDIA
O impasse colocado pelo contexto atual é o da necessidade de impulsionar
o conhecimento por parte do público sobre a Internet, ou seja,
sobre uma nova mídia, a partir desta mídia tradicional que
conta ainda com uma maior penetração. Nesse contexto, vários
assuntos ligados ao ciberespaço, à vida digital, às
novas conquistas e desafios que a Internet nos impõe, vêm
se tornando cada vez mais freqüentes. Começam a surgir programas
que aproximam o cidadão comum do mundo da informática e,
como não poderia deixar de ser, das vantagens proporcionadas pela
Grande Rede.
Surgindo como um tema dentre tantos, dentro desse processo de segmentação
do mercado, a Internet também incentivou o desenvolvimento de diversos
produtos e serviços que começaram a vislumbrar sua disseminação
a partir da mídia tradicional, inaugurando o espaço publicitário
como forma de apresentação de suas qualidades.
As mídias tradicionais como opção de veiculação
de publicidade sobre a Internet, através de seus produtos e serviços,
passam a ter fundamental importância, na medida em que conseguem
estabelecer a construção de um imaginário relacionado
as suas abrangentes possibilidades de utilização, ao seu
papel na transformação da sociedade e principalmente à
idéia de futuro proporcionada por sua inserção no
cotidiano.
UMA
ARTESÃ DO IMAGINÁRIO
A publicidade, no estrito significado do seu conceito, desempenha o papel
de tornar pública uma determinada idéia para o conjunto
da sociedade em geral, ou para um determinado público em particular,
chamado tecnicamente de público-alvo ou target. Segundo Roberto
Correa, seu objetivo se define por “transformar idéia em realidade,
tornando-a produtiva pela sua adequação no tempo e no espaço,
pela sua capacidade de sensibilizar as pessoas, levando-as à ação”
.
Embora não tão explicitamente dominante, a publicidade incentiva
hábitos e lança modismos, não só no vestuário,
como também em comportamentos e expressões sociais, construindo
identidades entre as mais diferentes tribos, sejam elas rurais ou urbanas,
homens ou mulheres, velhos ou crianças. Mais do que a ação
da compra no sentido econômico, é determinante para a publicidade
o estabelecimento de conceitos de eficiência e importância
de produtos e serviços a partir das suas variadas marcas.
A lembrança dos tempos do primeiro sutiã criou uma comoção
geral no público brasileiro, reforçando a marca de lingerie
que associava sua campanha a esse conceito. Mais do que as vendas, o maior
ganho desta iniciativa foi fazer com que o nome da empresa se tornasse
conhecida do grande público, permitindo além disso a reprodução
deste slogan em outros contextos de significação.
Dessa forma, a apropriação de sentidos das mensagens publicitárias
por parte do público é determinante para o seu sucesso,
como também para solidificar o imaginário social relacionado
à contribuição dos vários produtos e serviços
para a satisfação das necessidades e desejos de seu público-alvo.
Até porque também podemos perceber seus efeitos no sentido
contrário. A até hoje tão consagrada Lei de Gérson
foi ‘promulgada’ numa campanha publicitária dos cigarros Vila Rica,
que dizia de seu consumidor potencial - representado pela figura do Canhotinha
de Ouro, o Gérson da Seleção Brasileira tricampeã
de 70 – alguém que ‘gosta de levar vantagem em tudo’. O contexto
sócio-político da época possibilitou o surgimento
de uma série de ressimbolizações ao slogan, levando
à construção de uma imagem negativa para o produto.
Por ser considerada um campo do conhecimento que envolve a união
entre arte e técnica, a criação publicitária
precisa ser sempre determinada pela sensibilidade que leva à apresentação
original de uma determinada idéia, mas sem deixar de atender objetivos
de comunicação colocados em pauta a partir do levantamento
de informações junto ao cliente, relacionados às
características de seu público e de seu produto.
Nesse sentido, é determinante a ênfase considerada nos aspectos
psicológicos, de realização das demandas simbólicas
e até mesmo inconscientes por parte do público. A idéia
de consumir produtos de qualidade, em detrimento de outros não
tão bons, determinou a rejeição do público
por produtos que ‘não são assim uma Brastemp’, consolidando
a marca em sua caracterização de qualidade, solidez e segurança.
A
LINGUAGEM NO CONTEXTO DA PUBLICIDADE
A linguagem, no contexto de sua interação com o público,
determina um papel preponderante na eficiência da mensagem publicitária.
O exemplo acima associou humor à transmissão de uma idéia
simples e objetiva, associando marca à qualidade e o destacando
dos demais. Dar visibilidade às fórmulas de sucesso diante
de suas evidências é uma atividade simples, que requer um
elementar exercício de lógica, mas desvendar essa magia
que traz sentido a todo o contexto apresentado é que possibilita
a arte na publicidade.
Uma das fórmulas mais consagradas de definição do
papel da publicidade, a partir da qual ela é elaborada e veiculada,
afirma ser ela um meio para “despertar Atenção, Interesse
e Desejo de compra, levando consumidor à Ação” .
Também conhecida como AIDA, esta expressão concentra os
objetivos de comunicação e é usada freqüentemente
em treinamentos de promoção de vendas, bem como serve de
orientação quase que dogmática para publicitários
em geral.
As interações que possibilitam a eficiência do discurso
publicitário, com base no princípio AIDA, são percebidas
a partir de contribuições da Psicologia e da Sociologia
e tornadas concretas a partir da Semiologia e da Lingüística.
A publicidade também se consolida dentro de um contexto formado
pelas contribuições das mais variadas ciências, mas
com um sentido artístico que fundamenta o propósito técnico.
A avaliação da eficiência das mensagens publicitárias
será medida, portanto, a partir de determinados componentes que
influem no desenvolvimento das campanhas: causar impacto (despertar atenção),
despertar interesse, desejo de possuir um produto, desejo associado à
credibilidade, motivação para a compra . A qualidade das
campanhas está associada ao grau de conquista de cada um desses
componentes ou de todos em seu conjunto.
Os aspectos psicológicos no contexto publicitário estão
ligados ao conhecimento do consumidor e de suas necessidades básicas,
dos desejos e paixões do público, hábitos e motivos
que o levam à ação de compra. A linguagem funciona
como um elemento de aproximação da mensagem do anúncio
com os anseios de seu público-alvo, produzindo o sentido necessário
à efetivação dos propósitos de campanha: lançar
um produto, valorizar seu posicionamento no mercado, promover, lembrar
ou destacar a marca.
Diante disso, podemos concluir que a publicidade, além de efetivamente
representar um elemento impulsionador do consumo dentro do sistema capitalista,
também constrói fortes implicações no imaginário
popular e no seu relacionamento com produtos e serviços, a partir
de contextos e características apresentadas pelas campanhas publicitárias.
A
INTERNET NO CONTEXTO DA PUBLICIDADE
A partir dessa perspectiva é que se observa a importância
das campanhas publicitárias de produtos e serviços ligados
à Internet, consolidando um imaginário social sobre o futuro,
a partir das implicações sobre o que representa a Internet
na vida das pessoas sobre o futuro vislumbrado a partir da mídia
tradicional.
No contexto da definição de publicidade apresentada por
Armando Sant’Anna, ou seja, uma “técnica de comunicação
de massa, paga com finalidade de fornecer informações, desenvolver
atitudes e provocar ações benéficas para os anunciantes,
geralmente para vender produtos ou serviços”, podemos entender
a importância do papel da publicidade a diante desta simbolização,
principalmente como disseminadora do ambiente da Internet em escala massiva,
possibilitando o surgimento de ações eficientes, de realização
de desejos, otimização de tarefas, redução
de distâncias de tempo e espaço, visando a formação
de melhores cidadãos: consumidores usuários de produtos
e serviços sim, mas também produtores de sentidos e novas
sociabilidades que incorporam as diversas contribuições
da Internet no contexto do mundo contemporâneo.
A Internet, tal como a conhecemos e amplamente estudamos, foi desenvolvida
por militares, assimilada e dimensionada por especialistas de informática,
encontrou-se no meio acadêmico e se disseminou no ambiente comercial
já no final da década de 90. Portanto, um crescimento exponencial,
que ainda dá margem a utilizações diferenciadas,
mas que já nos revelam algumas pistas da estrutura que fundamenta
seus propósitos.
Se a eficiência das campanhas publicitárias pode ser determinada
a partir de características que se configuram a partir de uma linha
de sentido quase que evolutivo, podemos descrever o primeiro momento de
publicização da Internet como voltado para chamar a atenção
do público para a novidade que se colocava a sua disposição
e para como se podia usufruir dela. Um momento de abertura da Internet
em escala comercial, com o surgimento - para não dizer promoção,
visto que eram anteriormente as chamadas BBS, Bulletin Board System, uma
espécie de ancestrais da Internet - de novos provedores de acesso,
além dos governamentais e acadêmicos.
Não era ainda o momento da Internet para todos aqueles que dela
podiam usufruir, nem mesmo o do esboço da expansão da Internet
para as massas, tal como o que assistimos agora, mas o interesse despertado
junto ao público em geral era ao mesmo tempo um misto de estímulo
e estranhamento, na medida em que a própria velocidade de transmissão
era bem reduzida e as interfaces eram pobres visualmente, requerendo ainda
um bom conhecimento para o domínio dos programas que envolviam
sua utilização.
Com o surgimento de uma série de produtos e serviços voltados
para a Internet, visando desenvolver, potencializar e consolidar mercados,
a Internet pode conhecer sua face comercial, estabelecendo-se também
como uma grande teia de extensão mundial. Mais que uma das várias
utilizações da Rede, a World Wide Web é sim um estilo
de vida, digital, é claro!
Passou-se então a falar mais sobre assuntos ligados à Internet
nas mídias convencionais. Não só os casos excêntricos,
como invasão de privacidade, desvio de informações
secretas por hackers, novas espécies de dependência por parte
de jovens e adolescentes, mas sim assuntos que tratavam de consolidar
a Internet como ambiente comunicacional, chamando a atenção
do público para sua importância e mostrando ações
eficientes a partir de sua eficiente utilização. Para referir-se
à Internet não mais precisava-se apresentar seu sobrenome:
a Grande Rede Mundial de Computadores.
Não mais havia estranhamento por parte do público: mesmo
não havendo o perfeito entendimento de sua utilização,
tinha-se plena consciência do que estava sendo abordado. A distância,
portanto, estava sendo reduzida e nessa esteira aparecem as primeiras
concorrências empresariais: computadores e programas, provedores
de acesso, sites do mais diversos fins, despertam desejos e cativam o
consumidor a partir das várias demandas relacionadas a sua utilização.
Um longo caminho foi percorrido desde a sensibilização do
público até sua adesão ao consumo, determinado por
vários componentes que, durante todos esses anos, se fazem explícitos
em campanhas publicitárias de produtos e serviços voltados
para a Internet, estabelecendo assim sua credibilidade, e motivando-o
para o ato da compra.
Se os fatores que influenciam o público podem ser reduzidos a três
- sugestão, imitação e empatia , poderemos perceber
estes também representados no contexto das campanhas analisadas
por esta pesquisa. Sua metodologia, que venho apresentar a seguir, não
se determina, entretanto, pela eficiência da compra, mas sim pela
exposição das várias imagens de futuro apresentadas
nessas campanhas, construindo socialmente a imagem de futuro proporcionada
pela Internet no mundo contemporâneo.
IMAGENS
DO FUTURO – O PROJETO
Propõe-se partir de uma análise que visa traçar uma
visão do futuro apresentado pela Internet, a partir das campanhas
de seus produtos e serviços, realizadas na mídia tradicional
e mediante a promoção de eventos. Pretendemos, com isso,
relacionar o imaginário do futuro proporcionado pela Internet,
construído pelos publicitários e empresas em suas campanhas,
com a assimilação do papel da Grande Rede no contexto social
por parte dos diversos públicos-alvo envolvidos.
Partimos da hipótese de que existe uma correlação
entre duas possíveis linhas de apresentação da Internet
junto ao público: a Internet para todos, ou seja, de que ela está
cada vez mais ao alcance de uma parcela cada vez maior da população
e a da Internet como solução para todos os problemas daqueles
que a utilizam, sendo dessa forma, de fácil acesso e de que, em
conseqüência disso, pode ser cada vez mais usada como incentivo
ao consumo de bens e serviços.
Uma frase pode muito bem resumir a força do sentido da construção
desse imaginário junto ao público: “domine o mundo com a
Internet!”. Esse slogan fictício representa tanto o propósito
da expansão da Internet em escala massiva, proporcionada pela escalada
dos provedores de acesso gratuito, do software livre e do crescente barateamento
dos preços no setor, como também da Internet como incentivadora
das relações pessoais, das transações comerciais,
da otimização de tempo e espaço que a Grande Rede
proporciona.
Esse estudo será desenvolvido a partir de análises sobre
o processo publicitário das campanhas abordadas, enfatizando seus
objetivos de comunicação, estratégias de campanha
e soluções concretas para o desenvolvimento das peças,
voltadas à produção das mensagens e sua adequação
aos veículos.
As campanhas publicitárias serão levantadas junto às
agências responsáveis pelas contas das empresas e os respectivos
responsáveis serão contactados para fornecer entrevistas
sobre as necessidades de cada cliente e os objetivos de comunicação
com as peças desenvolvidas. Além disso, servirão
como fundamentação para a pesquisa diversos livros, revistas
e sites especializados, que serão relacionados à contextualização
da Internet na contemporaneidade e à importância da mídia
em sua disseminação.
O conteúdo desta produção resultará na elaboração
de um artigo expositivo e conclusivo do desenvolvimento para apresentação
em Congressos de sociedades de pesquisa e publicação em
periódicos científicos. Também será construído
um site apresentando as principais linhas de abordagem das imagens de
futuro construídas nas campanhas publicitárias e seu impacto
junto ao público-alvo. Além disso, será buscada uma
divulgação junto ao público em geral e aos entrevistados
em particular: publicitários: profissionais de Atendimento e Diretores
de Criação, especialistas em Internet, usuários dos
serviços e produtos.
Para concretizar o desenvolvimento desta pesquisa estamos contando com
o apoio institucional da Universidade Estácio de Sá, que
viabilizará a efetivação de uma bolsista de iniciação
científica, além de infra-estrutura necessária para
o bom desenvolvimento da pesquisa.
ANÁLISE
DE PRODUTOS E SERVIÇOS
Diversos produtos e serviços serão analisados, a saber:
- equipamentos/produtos:
computadores e periféricos, programas em geral e para Internet
- provedores de acesso: em geral e gratuito
- sites: de informação (jornais, revistas, rádios,
etc)
de transações em geral
(informações financeiras, C2C – consumidores para consumidores)
de utilidade pública (manifestos populares,
de varejo / empresas / bancos / comércio eletrônico
de serviços gratuitos (para consumidores em geral, para internautas).
outras categorias, etc.
Depois
de definidos os principais produtos e serviços em cada categoria,
estes serão analisados em função de seu objetivo
de comunicação, destacando-se as diversas concepções
de futuro inseridas em suas mensagens. Serão também destacados
os produtos em relação às agências, aos concorrentes
dentro de um determinado segmento, ao público-alvo e finalmente,
em relação à concepção de futuro, serão
apresentadas duas referências distintas: em relação
ao perfil de público e ao perfil de produto anunciado.
CONCLUSÕES
Diante da elaboração desta pesquisa, pretendemos investigar,
em última análise, a finalidade para a qual a Internet está
sendo implementada, sua efetiva perspectiva de utilização
e com qual perfil de público ela contará no futuro, que
cada vez mais se faz presente.
A percepção do potencial comercial da Internet não
é privativa do conjunto das grandes empresas, mas de todos os seus
usuários, que vêm descobrindo e disseminando suas perspectivas
de empreendimento na Rede. Muitos são os casos de sucesso de pessoas
que descobriram em tempo o potencial da Internet, mas este já é
tema para outra pesquisa. O que de fato deve ficar desta análise
é que os possíveis perfis de futuro apontados neste projeto
não podem representar uma restrição ao uso da Internet,
que em sua essência proporciona a potencialização
de uma sociedade de produtores-receptores, dentro do contexto definido
por vários estudiosos e entusiastas da Rede como cibercultura.
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