O SPAM começa com você: envie seus dados e receba emails indesejados

por Gabriella Ponte
5º período - Jornalismo

Muitos sites solicitam o preenchimento de um cadastro com dados pessoais para possibilitar o acesso às informações de melhor qualidade e maior abrangência que oferecem. Eles pedem informações como nome completo, telefones da residência e celulares, emails e números de CPF e identidade, levando o internauta a fornecer seus dados como condição indispensável para o acesso ao conteúdo que oferecem. Em geral, as pessoas precisam ter consciência de que seus dados são de extrema importância e não podem ser fornecidos a qualquer um. As informações pessoais precisam ser protegidas de alguma forma, já que os sites as tratam como mercadoria, usando-as para vender como bancos de dados para as empresas, que as reutilizam através de SPAMs para os usuários.
Todos os internautas têm o direito à privacidade de suas informações, o que, na maioria das vezes, é prometido pelo site na hora do cadastro. Pelo visto, eles não obedecem a esse termo de privacidade, incomodando os usuários que recebem vários SPAMs vindos de diferentes origens em seus emails. Mas, como apareceram os SPAMs?
Originalmente, uma marca americana de presunto enlatado, mencionada num programa do grupo inglês Monty Phython, no qual um grupo de vikings o pediam repetidamente, o termo SPAM foi designado como o envio não autorizado de emails de conteúdo publicitário, geralmente em grandes quantidades. A prática é eticamente desaconselhável e pode gerar prejuízos à imagem da empresa/pessoa que enviou (o spammer). Funcionam tal como a mala direta, sendo que com os inconvenientes de ocuparem um espaço considerável nas caixas de email e de serem de fácil replicação, facilitando o acesso a essa prática.
Flávio Souza, 20, universitário cursando Jornalismo, usa a Internet todo dia e recebe SPAMs sempre. Para ele, isso "é uma situação incômoda, visto que esses SPAMs enchem a caixa de e-mail. Há alguns deles que eu gosto de receber e os utilizo porque eu me cadastrei e pedi para receber, como de alguns sites que eu estou acostumado a fazer compras. Alguns SPAMs, que eu não me inscrevo para receber e não conheço o remetente, eu bloqueio, sem ao menos saber do seu conteúdo porque, quando se abre, não tem nada de interessante ou proveitoso".
Os sites que mais obrigam o preenchimento de cadastros são as revistas (que mandam SPAMs em forma de boletins), sites de compras, estágios e empregos. Por outro lado, alguns servidores de email como o Hotmail e portais como o dos assinantes do provedor Terra, por exemplo, oferecem serviço de segurança, ou seja, de proteção contra vírus e SPAMs.
Cláudia Schmidt, 22, cursando Publicidade, reclama desta prática de SPAMs, pois, segundo ela, nos sites eles prometem sigilo das suas informações e você confia neles. Quando as empresas vendem nossas informações, como listas de emails, permitem a invasão na nossa privacidade, já que, muitos deles, você não pede para receber. Esse tipo de publicidade, assim como os pop-ups, não trazem muito retorno, justamente por incomodar muito os usuários".
Pop-ups também são incômodos para os usuários. São janelas flutuantes que se abrem sobrepondo a tela do browser quando se entra em um site. Geilson, 24, universitário cursando Publicidade, diz que os "pop-ups são perda de tempo. A maioria dos internautas que conheço fecha a janela antes de ver o conteúdo. Pode ser interessante, mas igual aos banners tem um retorno muito pobre".
O Jornal do Comércio fez uma pesquisa sobre o maior alvo de queixas dos internautas. No ranking da "dor de cabeça", o SPAM está em primeiro, vindo em segundo o pop-up e, em terceiro, a conexão discada, que, constantemente, dá sinal de ocupado.
Rodrigo Barone, 27, universitário no último período de Direito, explica que "a privacidade das informações tem que ser mantida. Se eles pedem para o usuário aceitar um termo de privacidade, eles têm que cumprir com o sigilo".
O mais importante a fazer contra os SPAMs é evitar fornecer informações pessoais, principalmente senhas de emails, às empresas ou sites não-confiáveis. Além disso, saber para quem as forneceu. Espera-se que essa forma de publicidade, juntamente com os pop-ups, não continue mais atrapalhando a navegação dos internautas. Para isso, é preciso uma maior reivindicação dos mesmos, tais como o Movimento AntiSpam, que divulgam notícias tais como a da sentença do juiz da 3ª Vara dos Feitos da Fazenda Pública de Porto Alegre, Martin Schulze, que condenou o jornalista Diego Casagrande a prática de spam.

 
NESTA EDIÇÃO

Inclusão digital: ou quem inclui quem?
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Governo e população de mãos dadas:
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Exclusão Cefálica, por Alexandre Rangel (SOCID)
"Inclusão digital não é premiação com equipamentos de informática, linhas de crédito ou Internet grátis. É tudo isso e muito mais. Esses devem ser meios, que somados a outros, como por exemplo, capacitação e participação da sociedade vão constituir uma solução, a qual poderemos chamar de inclusão digital."

Diversidade cultural e linguistica
Línguas ao “pé da letra” para a boa convivência dos internautas de todo mundo
A globalização e as novas tecnologias permitiram que o homem pudesse se comunicar para além de seu território. E, muitas vezes, sem sair de casa se estiver conectado à Internet. Mesmo com tantas facilidades, o internauta
necessita de informações, pois não domina outros idiomas. Apesar de utilizar ferramentas auxiliares tais como tradutores automáticos, a maioria não oferece o resultado esperado. (Texto completo)

Segurança da informação
O SPAM começa com você:
envie seus dados e receba emails indesejados.
Preencher um cadastro com dados pessoais em sites pode ser perigoso para o internauta. Pois são transformados em bancos de dados e vendido para empresas que enviam publicidade de seus produtos repetidamente para seu endereço eletrônico. Essas mensagens indesejadas (SPAMs) acabam comprometendo a privacidade de suas informações. (Texto completo)

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