| O
papel da mídia no direito à comunicação
e à educação
A qualidade e o acesso são essenciais na difusão do
conhecimento
Ana
Luisa Bertacchini
5º
período – Jornalismo
O
ser humano sempre teve necessidade de se comunicar. Revendo a história
da humanidade, percebe-se que, através de desenhos nas cavernas,
se tentava transmitir um pouco seu dia-a-dia, deixando mensagens
de como era sua vida e conseguindo assim, deixar sua marca através
dos tempos. Hoje em dia é inconcebível viver sem a
presença dos veículos de comunicação,
que praticamente influenciam e dirigem a vida de muitas pessoas.
Aproveitando-se desta fascinação que as pessoas têm
pela comunicação, é comum ver em escolas, universidades
ou mesmo em cursos o aproveitamento dos recursos midiáticos
para tentar promover a educação de um modo mais atrativo
para os alunos. Seja pela criação de jornais, programas
de rádio e TV, acesso à Internet - principalmente
com a criação de sites -, pesquisas em revistas, enfim,
com uma infinidade de possibilidades que os meios proporcionam para
a troca de informações.
Em outros casos, percebe-se a presença marcante da mídia
na educação, sendo em programas educativos, documentários,
reportagens, entrevistas voltadas para a área acadêmica
ou mesmo revistas e jornais que produzem material educativo sem
dispensar os atrativos gráficos. O canal Futura é
um dos exemplos de como a mídia pode ser interessante no
campo educacional. Criado para difundir a cultura e a educação
para os assinantes - e a todos que tiverem acesso a sua programação
-, exibe programas que levam informações e conhecimento
a pessoas e lugares onde a educação é deficiente
ou mesmo inexistente. Isto representa uma revolução
no formato e na didática do aprendizado, que a cada dia vence
mais obstáculos.
Mas, não se deve esquecer que os meios de comunicação,
na maioria das vezes, exibem programas de baixa qualidade. Com isso,
a responsabilidade sobre o que está sendo veiculado só
aumenta e gera uma discussão ética sobre o que deve
ser transmitido e como isto deve ser feito. Grupos e parlamentares
preocupados com a qualidade da programação televisiva
brasileira começaram a se mobilizar para acabar com o baixo
nível que vem sendo exibido nos canais e com a questão
ética dos que produzem e exibem os programas.
A mídia, como diferencial na educação, pode
até possibilitar a ampliação do saber sobre
realidades diferentes e aproximar a informação das
pessoas. Porém, não se pode esquecer que a informação
disponível é muita, mas o acesso a ela é o
que deve ser cada vez mais popularizado, pois não adianta
a Internet conter infinidades de artigos se pessoas de baixa renda
ou isoladas pela distância não têm acesso a um
computador que transmita todo este saber. Afinal, mesmo que as escolas
tentem se aproveitar dos meios tecnológicos e da mídia
e criar outros para tornar a educação algo mais atrativo,
não se deve ignorar o fato que todos devem ter a oportunidade
de experimentar as possibilidades oferecidas pelas novas tecnologias,
sendo que a informação e o conhecimento a serem repassados
devem ter qualidade e, ao mesmo, acessível a todos, independente
de nível econômico.
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