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Internauta brasileiro é alvo de pesquisas do IBOPE/NetRatings

por Gabriella Ponte
7º período - Jornalismo

A Internet está cada vez mais presente na vida do brasileiro, tanto em casa quanto no trabalho, escolas e locais públicos de acesso. Quem vem analisando a quantidade de internautas, o tempo em que eles ficam conectados e seus comportamentos é o IBOPE/NetRatings, uma empresa formada pelo IBOPE e a ACNielsen, oferecendo o serviço Nielsen/NetRatings em vários países. Eles fornecem dados detalhados sobre a internet mundial, inclusive em território nacional, percebendo o crescimento contínuo no número de internautas brasileiros.
De acordo com a diretora-executiva do IBOPE/NetRatings, Fábia Juliasz, em entrevista concedida ao site InVent (Internet Ventures) em maio de 2003, o perfil atual do usuário brasileiro é: 53% do sexo masculino, a maioria do total são adultos e jovens adultos, com idade de 24 a 49 anos e é comum que tenham alto nível de escolaridade.
Avaliando os usuários residenciais de Internet, o Instituto anunciou este crescimento no período de janeiro a maio: o número de usuários ativos aumentou de cerca de 11,6 milhões para 12 milhões e o número de usuários com acesso aumentou de cerca de 19,7 milhões para 20,5 milhões. Os usuários com banda larga também aumentaram. Sem incluir os que tem acesso à internet via rádio e outros provedores de ADSL, em 2002, eles representavam um total de 659 mil. Em dezembro de 2003, este número aumentou para 1,1 milhão.
O IBOPE/NetRatings anunciou em maio os resultados de uma pesquisa onde os usuários brasileiros com acesso em residências navegaram em média 13h51min cada um, superando o usuário norte-americano, que navegou 13h7min no mesmo período. De acordo com a matéria “Brasileiros continuam à frente de americanos no uso da internet em casa”, publicada no site do IBOPE em maio, Alexandre Sanches Magalhães, analista de internet do IBOPE/NetRatings, explica que “esse crescimento no uso residencial da internet é constante, indicando que há uma mudança no hábito do internauta, que consome cada vez mais os serviços online”.
Ele fala que a adoção crescente da banda larga permite que o internauta navegue muito mais horas, veja mais páginas e faça mais visitas: “Com o aumento do uso de conexão rápida em nosso país, cresce o tempo médio de uso de novos serviços, que antes não eram consumidos porque havia dificuldade em navegar”.
Ainda de acordo com a matéria, os blogs e fotologs também foram responsáveis pelo aumento do tempo de navegação. Entre janeiro e maio deste ano, o número de visitantes a esses tipos de sites cresceu 14,6%. Magalhães diz que “a internet cria e transforma a maneira com que as pessoas se comunicam e se informam. Apenas para citarmos os fenômenos mais recentes, os blogs e fotologs, acrescentaram mais um paradigma na internet: o indivíduo que usava a Web para facilitar sua vida, pagar contas, comprar um livro, agora usa o meio para mostrar-se e comunicar-se com seus amigos”.
Mas, isso não significa que os usuários não continuem comprando pela Internet, o chamado e-commerce. De acordo com dados do IBOPE, CDs, livros, artigos de informática, passagens aéreas, filmes em DVD e eletro-eletrônicos, nesta ordem, são os produtos que mais despertam o interesse dos usuários que compram online. Foi publicada no dia 11 de junho, na Folha Online, a matéria “Internautas brasileiros batem recorde de tempo on-line em maio”. Nela, explica que os serviços de e-commerce foram utilizados por 44% dos internautas ativos no mês de maio, o que equivale a 3,5 milhões de pessoas. Magalhães analisa que “tradicionalmente, o brasileiro atinge novos patamares na procura pelo e-commerce em maio (Dia das Mães), patamar que é superado em agosto (Dia dos Pais), e volta a superá-lo em dezembro (Natal). As primeiras experiências com este serviço acaba agradando aos usuários, que seguem usando-o e indicando suas vantagens para os amigos”.
O IBOPE tem dados de que a relação entre o brasileiro e a Internet tem se tornado cada vez estreita. Tanto que 78% dos internautas tupiniquins avaliam a Internet nacional como ótima/boa. Na verdade, o usuário brasileiro apresenta uma grande diversificação e sofisticação no acesso. Na matéria “Um em cada cinco brasileiros adultos já utilizou a internet”, publicada no site do IBOPE em junho, Fábia Juliasz destaca que “em termos de sofisticação de uso, não ficamos devendo nada para os internautas de países mais desenvolvidos”.
Os internautas acessam sites e portais de conteúdos diversos, como entretenimento, notícias, finanças, comércio e até para procurar empregos. O IBOPE/NetRatings classifica estes tipos de sites em categorias. Na entrevista do InVent, Juliasz falou que o que se observa é que “o brasileiro utiliza a Web de forma cada vez mais variada, não somente para acessar conteúdo, mas também para obter informações sobre preços e serviços. (...) O caso do eBanking é ilustrativo: somos hoje o segundo país em termos de percentual de usuários que freqüentam sites financeiros a partir do domicílio, perdendo apenas para os EUA”.
O site Executivos Financeiros, no dia 20 de novembro de 2003, publicou na matéria “Internautas brasileiros lideram tempo de uso dos sites de serviços financeiros” que, em setembro do ano passado, 47,8% dos internautas domiciliares brasileiros utilizaram sites financeiros, superando os 42,4% dos internautas americanos, o que reforça a declaração de Juliasz. Marcelo Coutinho, diretor de Serviços de Análise do IBOPE/NetRatings, explica que “sites financeiros possuem o que chamamos de alta aderência, gerando um grande número de visitas repetidas e tempo gasto em busca de informações e serviços”.
Uma notícia positiva quanto ao crescimento do número de internautas brasileiros é que isto significa um aumento na inclusão digital das pessoas. Na matéria supracitada da Folha Online, o analista Magalhães conta que “estamos vendo uma conversão de pessoas com acesso a internet em internautas. Este é um fenômeno que deve ser acentuado ao longo dos próximos anos, já que o número de pessoas que têm acesso, mas não navegam porque enfrentam algum problema com a tecnologia, deve diminuir, principalmente devido à inclusão dos filhos dos internautas, que já nasceram na era da internet e não enfrentarão estes problemas”.
E, o mais importante, é que os vários internautas concordam com isso e se sentem incluídos digitalmente. A declaração do estudante de comunicação Ricardo Hottz prova isso: “Se compararmos o número de brasileiros conectados no ano de 2000 com o de hoje, veremos um aumento significativo no número de usuários de internet. Pessoas que eram totalmente leigas no assunto há poucos anos atrás, hoje falam em gigabytes, blogs e fotologs com a maior naturalidade. A internet é parte integrante da vida cotidiana de um número cada vez maior de pessoas. E a tendência é esse número aumentar, pois é cada vez mais imprescindível a relação homem e máquina. E, com os preços mais acessíveis dos computadores, o ritmo da inclusão digital também aumenta. Eu me sinto incluído digitalmente. Os universitários, de uma forma geral, são os primeiros favorecidos nessa ciranda tecnológica”.
Hottz acha que alguns dos motivos para que esta inclusão aumente no futuro é “a facilidade de se ter um equipamento apropriado por um baixo custo, acesso cada vez mais amplo às linhas telefônicas e a tarifa reduzida”. Ainda sobre o assunto, na entrevista do InVent, Juliasz diz que “o grande desafio agora é popularizar o acesso. Se os brasileiros de baixa renda adotarem a rede da mesma maneira que as classes A e B, tenho certeza que vamos assistir uma nova ‘explosão' do acesso em nosso país”.
É positivo analisar o internauta brasileiro e concluir que ele esteja se familiarizando bem com a internet e utilizando-a com diversos fins. No entanto, é essencial que estas pessoas saibam usar a internet como um instrumento que beneficie a sociedade, como entrar nos sites governamentais e exigir seus direitos e melhorias para o país. Quanto mais estreita a relação entre os cidadãos e o governo, mais rapidamente serão alcançados progressos e benefícios para a sociedade.

 
NESTA EDIÇÃO

Um encontro de três mundos e um mundo de três encontros: avaliando a OMIV e pensando futuras relações, por Prof. Adilson Cabral
Com a participação de produtores de mídia, pesquisadores e militantes, a OMIV possibilitou a todos uma série de debates sobre temáticas relevantes, visitas a experiências de comunicação comunitária e oficinas e desenvolvimento de produtos extremamente enriquecedores que possibilitaram o desenho de um quadro bastante diversificado e complexo das várias formas de atuação e das várias temáticas relacionadas ao campo da comunicação que se pretende democrática.

Governança da Internet
Sociedade civil deve se unir para garantir a promoção da inclusão digital
Com os novos representantes no CGI-BR é preciso exigir novas ações
Para promover a inclusão digital e a mais correta governança na Internet foi criado em 1995, pelo governo federal brasileiro, o Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI-BR). Em 2003, com o Presidente Luis Inácio Lula da Silva, sofreu algumas alterações, resultando em uma participação maior da sociedade civil que conseguiu o direito de ter 11 representantes entre os 21 membros do Comitê.
(texto completo)

Governabilidade democrática
A migração para o Software Livre no Governo Federal

O documento “Guia Livre” também pode ser usado por instituições, empresas e usuários finais
O “Guia Livre – Referência de Migração para Software Livre do Governo Federal” contém soluções disponíveis e estáveis em software livre, além de informações sobre quatro experiências concretas. Qualquer nível de governo ou esfera de poder, bem como instituições e empresas, podem utilizar este material como base na execução de migração para o software livre.
(texto completo)

Desenvolvimento sustentável
Internauta brasileiro é alvo de pesquisas do IBOPE/NetRatings
De acordo com pesquisas atuais do IBOPE/NetRatings, o número de usuários residenciais ativos aumentou de 11,6 milhões para 12 milhões; com acesso aumentou de cerca de 19,7 milhões para 20,5 milhões. Os com banda larga também aumentaram. Eles navegaram em média 13h 51min cada um, superando o usuário norte-americano, que navegou 13h e 7min.
(texto completo)

Diversidade cultural e lingüística
Fotolog: hobby tecnológico conquista internautas
O fotolog mistura o blog (um diário online) com fotografias. O usuário, denominado fotologger, ganha um endereço dentro de um site especializado, onde mostra suas fotos e conta histórias para seus visitantes. Em fevereiro, existiam cerca de 300 mil fotologs, sendo 56% brasileiros. Atualmente, este número subiu para cerca de 470 mil. (texto completo)

 

 

Ações para a sociedade civil rumo a segunda fase da Cúpula Mundial da Sociedade da Informação
por Prof. Adilson Cabral
A primeira reunião do Comitê Preparatório (PrepCom-1) da segunda fase da Cúpula Mundial da Sociedade da Informação fez um forte alerta às organizações da sociedade civil. Em primeiro lugar, a extrema atenção necessária em relação ao esclarecimento e à apresentação de propostas concretas de transformação. Em segundo lugar, a capacidade de estabelecer laços estreitos de contato com governos locais, para desde já apresentar, em novembro de 2005, na Tunísia, resultados concretos de avanços que evidenciem a colocação em prática de consensos firmados desde a primeira fase da Cúpula em Genebra.

Declaração: Outra Comunicação é Possível
tradução por Eula Cabral
As organizações latino-americanas de comunicação, que promovem os direitos da Comunicação na Sociedade da Informação, reunidas na cidade de Quito, no marco do Fórum Social das Américas, se dirigem aos comunicadores e comunicadoras, membros da sociedade civil e à opinião pública em geral, propondo que “outra comunicação é possível”.

Conhecimento Global de Domínio Público
Pesquisa analisa implantação do software livre em prefeituras brasileiras

A SOFTEX verificou que, das 5560 prefeituras brasileiras, 60 já adotam o Software Livre. Dessas, 13 foram estudadas em profundidade, tendo como objetivos fundamentais gerar subsídios para ações governamentais mais amplas na informatização das prefeituras, assim como avaliar a viabilidade de informatização utilizando o software livre, levando em consideração a viabilidade econômica, social e política do país. (texto completo)

Educação para a informática e a Internet
MEC lança o projeto Fábrica Virtual
Alunos e professores de universidades desenvolvem material pedagógico para a rede pública
O departamento de Informática em Educação do MEC está lançando a “Fábrica Virtual”, que produzirá módulos digitais interativos de aprendizagem. Permitirá que alunos do ensino médio aprendam Física, Matemática, Química e Biologia com o auxílio do computador. A idéia é que os módulos sejam formados por animações, programas e jogos didáticos que ajudem a ensinar as quatro disciplinas.
(texto completo)

 

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