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Sociedade civil deve se unir para garantir a promoção da inclusão digital
Com os novos representantes no CGI-BR é preciso exigir novas ações

por Eula Dantas Taveira Cabral
Editora do Informativo Eletrônico SETE PONTOS

A cada dia, a Internet passa a fazer parte da vida de milhares de pessoas. Porém, esse número é pequeno em relação aos marginalizados na sociedade da informação, do conhecimento. Para promover a inclusão digital e a mais correta governança na Internet foi criado em 1995, pelo governo federal brasileiro, o Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI-BR). Em 2003, com o Presidente Luis Inácio Lula da Silva, sofreu algumas alterações, resultando em uma participação maior da sociedade civil que conseguiu o direito de ter 11 representantes entre os 21 membros do Comitê.
O processo eleitoral ocorreu no período de 26 de abril a 15 de julho. Foram mais de 50 entidades disputando as vagas para o Terceiro Setor. De acordo com o resultado final, homologado pelo CGI-BR, foram eleitos como representantes da Sociedade Civil, Terceiro Setor: Mário Luiz Teza, Gustavo Gindre Monteiro Soares, Carlos Alberto Afonso e Marcelo Fernandes Costa como titulares. Os suplentes são: Ricardo Antônio Rubens Prado Schneider, Roberto Francisco de Souza, Edgard Spitz Pinel e Thais Rodrigues Corral.
A Sociedade Civil, principalmente do Terceiro Setor, comemorou a conquista, pois antes não havia transparência nas ações do CGI-BR, mas sim o domínio de interesses governamentais e empresariais, em detrimento do interesse do povo. Em busca, então, do posicionamento dos novos membros, a redação do Sete Pontos entrou em contato com cada um no dia 15 de julho, enviando-lhes cinco perguntas via email. As respostas foram esperadas até o dia 31, atrasando o fechamento do informativo, pois é de vital importância que a sociedade civil conheça melhor seus representantes e os tenha como porta-vozes de suas ações em prol do povo brasileiro. Infelizmente, não foi possível ter o retorno de todos os membros. Somente a suplente Thais Rodrigues Corral retornou o contato.
A suplente Thais Corral é jornalista correspondente da imprensa estrangeira no Brasil, fundadora e coordenadora geral das ONGs: Rede de Desenvolvimento Humano (REDEH) - que atua na área de desenvolvimento de programas e projetos com foco na área de gênero e desenvolvimento sustentável - e da Comunicação, Educação e Informação em Gênero (CEMINA) – com projetos e ações na área de desenvolvimento de conteúdo, capacitação e articulação de redes visando fortalecer a relação entre o poder mobilizador do rádio e as tecnologias da informação e comunicação (TICs).
Corral explica que, como representante do Terceiro Setor na Sociedade Civil, se dispõe a propor e a criar: um grupo de trabalho no Comitê que identifique os subsídios/instrumentos para a formulação de políticas de inclusão digital que levem em consideração as diferentes realidades da mulher brasileira; a discussão e formulação de uma posição no CGI-BR contra a discriminação da mulher, que vem sendo colocada em diversos sites como objeto; uma política que acabe com a atuação de redes criminosas na Internet que fazem tráfico de mulheres, crianças, órgãos e animais silvestres. Além disso, se compromete a manter informadas as diferentes redes do Terceiro Setor, “debatendo as propostas que caracterizarão o novo ciclo da atuação do Comitê Gestor, mais voltado para aspectos sociais e políticos da Internet no Brasil”.
Para a representante, a importância do conjunto das organizações da sociedade civil no CGI-BR “é fazer com que este instrumento cuja utilização no Brasil tem crescido muito, de fato represente a sociedade brasileira em termos de sua diversidade de visões e necessidades em relação a Internet”. E, para garantir a transparência do CGI-Br, afirma que “o debate será feito de forma permanente com a sociedade. Esse é um compromisso dos representantes tanto do Terceiro Setor como de outros setores da sociedade civil eleitos”.
Pois, para a representante, “a missão do CGI-BR não é fazer inclusão digital. É muito mais relacionada a questões de segurança e infra-estrutura. No entanto, o conjunto do novo conselho recém-eleito, sobretudo dos representantes da sociedade civil, quer influir no sentido de tornar o CGI-BR mais político. Nesse sentido, sem dúvida, estaremos tentando influenciar e facilitar políticas que facilitem a disseminação da informática e da Internet”.
Dessa forma, verifica-se que será de vital importância a participação da sociedade civil nas ações e decisões do Comitê Gestor da Internet no Brasil, principalmente, propondo e acompanhando a movimentação de seus representantes. Pois, mesmo que todos tenham suas metas e busquem atuar em campos que defendem em prol do povo, percebe-se que a Internet brasileira só será bem gerenciada e voltada para os brasileiros se a sociedade civil estiver unida e lutando pelos mesmos ideais.
OBS: O Informativo SETE PONTOS coloca-se à disposição dos membros do Comitê Gestor contactados e estará contribuindo e monitorando continuamente as ações do novo Comitê Gestor.

 
NESTA EDIÇÃO

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Com a participação de produtores de mídia, pesquisadores e militantes, a OMIV possibilitou a todos uma série de debates sobre temáticas relevantes, visitas a experiências de comunicação comunitária e oficinas e desenvolvimento de produtos extremamente enriquecedores que possibilitaram o desenho de um quadro bastante diversificado e complexo das várias formas de atuação e das várias temáticas relacionadas ao campo da comunicação que se pretende democrática.

Governança da Internet
Sociedade civil deve se unir para garantir a promoção da inclusão digital
Com os novos representantes no CGI-BR é preciso exigir novas ações
Para promover a inclusão digital e a mais correta governança na Internet foi criado em 1995, pelo governo federal brasileiro, o Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI-BR). Em 2003, com o Presidente Luis Inácio Lula da Silva, sofreu algumas alterações, resultando em uma participação maior da sociedade civil que conseguiu o direito de ter 11 representantes entre os 21 membros do Comitê.
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Governabilidade democrática
A migração para o Software Livre no Governo Federal

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O “Guia Livre – Referência de Migração para Software Livre do Governo Federal” contém soluções disponíveis e estáveis em software livre, além de informações sobre quatro experiências concretas. Qualquer nível de governo ou esfera de poder, bem como instituições e empresas, podem utilizar este material como base na execução de migração para o software livre.
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Desenvolvimento sustentável
Internauta brasileiro é alvo de pesquisas do IBOPE/NetRatings
De acordo com pesquisas atuais do IBOPE/NetRatings, o número de usuários residenciais ativos aumentou de 11,6 milhões para 12 milhões; com acesso aumentou de cerca de 19,7 milhões para 20,5 milhões. Os com banda larga também aumentaram. Eles navegaram em média 13h 51min cada um, superando o usuário norte-americano, que navegou 13h e 7min.
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Diversidade cultural e lingüística
Fotolog: hobby tecnológico conquista internautas
O fotolog mistura o blog (um diário online) com fotografias. O usuário, denominado fotologger, ganha um endereço dentro de um site especializado, onde mostra suas fotos e conta histórias para seus visitantes. Em fevereiro, existiam cerca de 300 mil fotologs, sendo 56% brasileiros. Atualmente, este número subiu para cerca de 470 mil. (texto completo)

 

 

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A primeira reunião do Comitê Preparatório (PrepCom-1) da segunda fase da Cúpula Mundial da Sociedade da Informação fez um forte alerta às organizações da sociedade civil. Em primeiro lugar, a extrema atenção necessária em relação ao esclarecimento e à apresentação de propostas concretas de transformação. Em segundo lugar, a capacidade de estabelecer laços estreitos de contato com governos locais, para desde já apresentar, em novembro de 2005, na Tunísia, resultados concretos de avanços que evidenciem a colocação em prática de consensos firmados desde a primeira fase da Cúpula em Genebra.

Declaração: Outra Comunicação é Possível
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As organizações latino-americanas de comunicação, que promovem os direitos da Comunicação na Sociedade da Informação, reunidas na cidade de Quito, no marco do Fórum Social das Américas, se dirigem aos comunicadores e comunicadoras, membros da sociedade civil e à opinião pública em geral, propondo que “outra comunicação é possível”.

Conhecimento Global de Domínio Público
Pesquisa analisa implantação do software livre em prefeituras brasileiras

A SOFTEX verificou que, das 5560 prefeituras brasileiras, 60 já adotam o Software Livre. Dessas, 13 foram estudadas em profundidade, tendo como objetivos fundamentais gerar subsídios para ações governamentais mais amplas na informatização das prefeituras, assim como avaliar a viabilidade de informatização utilizando o software livre, levando em consideração a viabilidade econômica, social e política do país. (texto completo)

Educação para a informática e a Internet
MEC lança o projeto Fábrica Virtual
Alunos e professores de universidades desenvolvem material pedagógico para a rede pública
O departamento de Informática em Educação do MEC está lançando a “Fábrica Virtual”, que produzirá módulos digitais interativos de aprendizagem. Permitirá que alunos do ensino médio aprendam Física, Matemática, Química e Biologia com o auxílio do computador. A idéia é que os módulos sejam formados por animações, programas e jogos didáticos que ajudem a ensinar as quatro disciplinas.
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