OurMedia

  


O encontro de três mundos e um mundo de três encontros:
avaliando a OMIV e pensando futuras relações

por Prof. Adilson Cabral

Realizada de 22 a 25 de julho deste ano, a quarta edição da Conferência da ONG OurMedia/NuestrosMedios proporcionou uma série de encontros e desafios significativos.
Com a participação de produtores de mídia, pesquisadores e militantes, a OMIV possibilitou a todos uma série de debates sobre temáticas relevantes, visitas a experiências de comunicação comunitária e oficinas e desenvolvimento de produtos extremamente enriquecedores que possibilitaram o desenho de um quadro bastante diversificado e complexo das várias formas de atuação e das várias temáticas relacionadas ao campo da comunicação que se pretende democrática.
Se de uma certa forma podemos dizer que o encontro dos mundos ativista, acadêmico e de atuação institucional foi possível num espaço comum durante quatro dias, o mesmo não podemos dizer em relação à convergência desses mundos em relação à visibilidade de uma agenda comum da sociedade civil no tocante à comunicação. Em verdade, aconteceram no espaço da conferência três encontros com agendas próprias, numa dinâmica em que o maior desafio se tornou acompanhar todos os acontecimentos com a necessária atenção.

Três em um
Organizado a partir de uma série de oficinas, o Laboratório Polimídia foi o espaço onde diversas exposições aconteceram bem como oficinas sobre várias soluções baseadas em software livre para impressos, áudio e vídeo, gerando documentos sobre os acontecimentos ao longo dos quatro dias de Conferência. A despeito da ausência de vários participantes que estavam em outras atividades como painéis e reuniões paralelas, foi disponibilizado um manual intitulado "O pequeno grande manual de mídias já inventadas", que mais vale pelo registro e sistematização de todo o trabalho realizado e pode ser acessado em http://polimidia.rg3.net/.
Militantes que atuam no campo mais institucional também tiveram, ou melhor, realizaram seu espaço - visto que não constava do calendário oficial do evento - em torno de uma série de atividades em prol da Campanha CRIS, visando o desenvolvimento do Programa de Governança Global, o GGP, a deflagração da Campanha no Brasil e a inserção em outro debate mais amplo, relacionado à questão da diversidade cultural, a ser abordada pela UNESCO em conferência.
Quanto aos diversos painéis, que contaram com a participação de pesquisadores e ativistas de vários lugares, os espaços valeram mais para inspirar os participantes do que apresentar tendências, visto que a própria dinâmica dos painéis era participativa, contendo questões que instigavam a participação da platéia em sua maioria. Havia uma participação pequena, mas significativa, dos ativistas envolvidos com o Polimídia nesses painéis e esse entrosamento se fez possível mais pela disposição individual do que pelas possibilidades apresentadas pelo intenso calendário.

Também foram realizadas visitas de campo que proporcionaram o encontro de dois outros mundos: o local e o global. Seja no telecentro de uma comunidade da Restinga ou numa feira onde funcionava uma rádio comunitária, a integração entre participantes da comunidade e visitantes dos mais variados lugares proporcionou a sensação de que eram os mesmos ideais diante de realidades e perspectivas que se tornam cada vez mais comuns em relação ao campo da comunicação: dar voz a quem não tem voz.
Se a OurMedia se pretende unir ativistas, militantes e pesquisadores que atuam em várias frentes dentro do mesmo campo da comunicação, incentivando a possibilidade de ações comuns ou mesmo complementares, sua conferência precisa ser o espelho desse objetivo. Ao longo dessas quatro edições, a transformação do perfil dos participantes e a entrada de novos atores e novos espaços implica na busca de uma melhor sintonia. Um importante passo a ser dado em seguida é o do compartilhamento dos produtos e processos realizados no contexto das ações desses vários atores, pois daí surgem ações comuns. Esse desafio será transferido não só para a OMV, com data e local a serem definidos, mas começa assim que as primeiras avaliações sobre a Conferência puderem implicar em ações concretas e transformadoras.

 
NESTA EDIÇÃO

Um encontro de três mundos e um mundo de três encontros: avaliando a OMIV e pensando futuras relações, por Prof. Adilson Cabral
Com a participação de produtores de mídia, pesquisadores e militantes, a OMIV possibilitou a todos uma série de debates sobre temáticas relevantes, visitas a experiências de comunicação comunitária e oficinas e desenvolvimento de produtos extremamente enriquecedores que possibilitaram o desenho de um quadro bastante diversificado e complexo das várias formas de atuação e das várias temáticas relacionadas ao campo da comunicação que se pretende democrática.

Governança da Internet
Sociedade civil deve se unir para garantir a promoção da inclusão digital
Com os novos representantes no CGI-BR é preciso exigir novas ações
Para promover a inclusão digital e a mais correta governança na Internet foi criado em 1995, pelo governo federal brasileiro, o Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI-BR). Em 2003, com o Presidente Luis Inácio Lula da Silva, sofreu algumas alterações, resultando em uma participação maior da sociedade civil que conseguiu o direito de ter 11 representantes entre os 21 membros do Comitê.
(texto completo)

Governabilidade democrática
A migração para o Software Livre no Governo Federal

O documento “Guia Livre” também pode ser usado por instituições, empresas e usuários finais
O “Guia Livre – Referência de Migração para Software Livre do Governo Federal” contém soluções disponíveis e estáveis em software livre, além de informações sobre quatro experiências concretas. Qualquer nível de governo ou esfera de poder, bem como instituições e empresas, podem utilizar este material como base na execução de migração para o software livre.
(texto completo)

Desenvolvimento sustentável
Internauta brasileiro é alvo de pesquisas do IBOPE/NetRatings
De acordo com pesquisas atuais do IBOPE/NetRatings, o número de usuários residenciais ativos aumentou de 11,6 milhões para 12 milhões; com acesso aumentou de cerca de 19,7 milhões para 20,5 milhões. Os com banda larga também aumentaram. Eles navegaram em média 13h 51min cada um, superando o usuário norte-americano, que navegou 13h e 7min.
(texto completo)

Diversidade cultural e lingüística
Fotolog: hobby tecnológico conquista internautas
O fotolog mistura o blog (um diário online) com fotografias. O usuário, denominado fotologger, ganha um endereço dentro de um site especializado, onde mostra suas fotos e conta histórias para seus visitantes. Em fevereiro, existiam cerca de 300 mil fotologs, sendo 56% brasileiros. Atualmente, este número subiu para cerca de 470 mil. (texto completo)

 

 

Ações para a sociedade civil rumo a segunda fase da Cúpula Mundial da Sociedade da Informação
por Prof. Adilson Cabral
A primeira reunião do Comitê Preparatório (PrepCom-1) da segunda fase da Cúpula Mundial da Sociedade da Informação fez um forte alerta às organizações da sociedade civil. Em primeiro lugar, a extrema atenção necessária em relação ao esclarecimento e à apresentação de propostas concretas de transformação. Em segundo lugar, a capacidade de estabelecer laços estreitos de contato com governos locais, para desde já apresentar, em novembro de 2005, na Tunísia, resultados concretos de avanços que evidenciem a colocação em prática de consensos firmados desde a primeira fase da Cúpula em Genebra.

Declaração: Outra Comunicação é Possível
tradução por Eula Cabral
As organizações latino-americanas de comunicação, que promovem os direitos da Comunicação na Sociedade da Informação, reunidas na cidade de Quito, no marco do Fórum Social das Américas, se dirigem aos comunicadores e comunicadoras, membros da sociedade civil e à opinião pública em geral, propondo que “outra comunicação é possível”.

Conhecimento Global de Domínio Público
Pesquisa analisa implantação do software livre em prefeituras brasileiras

A SOFTEX verificou que, das 5560 prefeituras brasileiras, 60 já adotam o Software Livre. Dessas, 13 foram estudadas em profundidade, tendo como objetivos fundamentais gerar subsídios para ações governamentais mais amplas na informatização das prefeituras, assim como avaliar a viabilidade de informatização utilizando o software livre, levando em consideração a viabilidade econômica, social e política do país. (texto completo)

Educação para a informática e a Internet
MEC lança o projeto Fábrica Virtual
Alunos e professores de universidades desenvolvem material pedagógico para a rede pública
O departamento de Informática em Educação do MEC está lançando a “Fábrica Virtual”, que produzirá módulos digitais interativos de aprendizagem. Permitirá que alunos do ensino médio aprendam Física, Matemática, Química e Biologia com o auxílio do computador. A idéia é que os módulos sejam formados por animações, programas e jogos didáticos que ajudem a ensinar as quatro disciplinas.
(texto completo)

 

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