Governo debate inclusão digital com sociedade civil e população
o que se pode esperar da Segunda Oficina para Inclusão Digital em Brasília

por Gabriella Ponte
5º período - Jornalismo

A inclusão digital tem sido um dos principais temas de discussão na sociedade civil, nas instituições e no governo dos países de todo o mundo, inclusive os da América Latina. Todos procurando achar uma solução para uma maior democratização da Internet nos países menos desenvolvidos. A inclusão digital é uma das mais urgentes medidas que o governo atual precisa tomar.
Aqui no Brasil, acontece a Segunda Oficina para Inclusão Digital, organizada pelo Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, através da sua Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação, o Sampa.org e o RITS - Rede de Informações para o Terceiro Setor. O evento se realizou em Brasília nos dias 27 a 30 de maio. Seu objetivo, além de continuar o trabalho da primeira edição de 2001, é discutir e definir as estratégias de inclusão e equiparação de oportunidades para a população brasileira, em relação aos recursos das tecnologias de informação e comunicação existentes.
A discussão se dividiu em duas partes: a primeira conta com palestras que abordam a visão e os temas centrais sobre Inclusão Digital e Inclusão Social, com a participação do público em geral para debater os assuntos afins. Já na segunda parte, com Grupos de Trabalho separados por temas, especialistas do setor e da sociedade civil, junto com representantes do governo, debatem estratégias a serem utilizadas para viabilizar a inclusão digital aos brasileiros.
Para ajudar o governo a colocar a inclusão digital em prática, organizações não-governamentais e instituições trabalham em possíveis projetos a serem realizados, como uma maior implantação de computadores que podem ser usados por toda a comunidade local, com acesso à Internet. Assim, combatendo a exclusão digital, conseqüentemente a exclusão social, e fazendo com que a população exerça a cidadania. Com isso, todos estariam a caminho da sociedade da informação.
Essa iniciativa conta com o esclarecimento de dúvidas, discussões sobre as práticas do governo, os desafios que precisam ser vencidos, e, o mais importante, a participação da comunidade no movimento. O maior enfoque das Plenárias Interativas de Governo para Cidadão é ilustrar as melhores práticas que estão sendo adotadas pelas diferentes esferas governamentais.
Os representantes do Governo têm o intuito também de mostrar à população que estão agindo para a melhoria do desenvolvimento da inclusão digital. O objetivo principal é integrar o máximo possível de pessoas que estão excluídas da cidadania. Tanto que, de acordo com informações do site do Planalto, o Governo autorizou uma medida que incentivará a instalação de 4.200 computadores em agências dos Correios, em quase 4.000 municípios, para o uso público. Além disso, todos terão o direito de obter uma conta de email gratuita e poderão se conectar durante dez minutos. Quem colocará essa medida na prática será o Ministério das Comunicações.
A Cúpula Mundial da Sociedade da Informação na ONU também terá o seu espaço, onde as propostas de ações e metas para a formação da Sociedade da Informação serão debatidas, visando a participação do governo brasileiro na criação de dois documentos: uma Declaração de Princípios e um Plano de Ação.
Como uma pequena parcela da população está conectada à Internet, poucas a utilizam para se comunicar com o governo. Esse tipo de exercício da cidadania se chama governo eletrônico, que será também levado a frente pelo atual governo, pautando-se nas iniciativas de sucesso em implantação de estratégias nessa área.
Os representantes do evento estão esperando que os desdobramentos sejam positivos, mas será que cidadãos comuns acreditam que o governo conseguirá incluir digitalmente os brasileiros atualmente desconectados da Internet? Luíza Marcato, 44 anos, empresária, acredita que “se num país onde imperam a fome, o desemprego, o analfabetismo e falta de vagas nas escolas, o mais importante seria solucionar tudo isto primeiro para depois viabilizar a inclusão digital. Mas estou torcendo para que realmente dê certo, embora ache difícil que o governo empregará tanto dinheiro neste projeto”.
Rodrigo Baggio, mentor do CDI, explica a importância do domínio das novas tecnologias para abrir oportunidades de trabalho e de geração de renda, ao dar acesso a informações e espaços de sociabilidade. "Se a Tecnologia da Informação for utilizada como uma ferramenta cidadã, poderá não só transformar vidas e desenvolver comunidades de baixa renda, como transformar as sociedades em grupos mais igualitários, com maior liberdade e solidariedade".

 
NESTA EDIÇÃO

Incluir a sociedade no debate
sobre a inclusão digital
,
por Adilson Cabral
Para estimular o interesse da sociedade sobre o tema, é preciso fazer mais do que importantes debates e eficientes documentos, mas contemplar uma política de inclusão da própria sociedade civil dos mais diferentes setores, a começar pela "tradução" dos mais diferentes documentos e processos que a sociedade civil envolvida no debate do processo governamental e junto à ONU, de preparação para a Cúpula Mundial da Sociedade da Informação vem travando nos mais diferentes fóruns.

Conhecimento Global de Domínio Público
Força social, econômica
e técnica do software livre

Porto Alegre sai na frente
na utilização desta tecnologia
O governo do Rio Grande do Sul teve a iniciativa de introduzir o uso preferencial de softwares livres na área pública. Com esta finalidade, foi formada uma coordenação estadual de governos municipais, empresas públicas e privadas, universidades, ONGs, dentre outros, que originou o Projeto Software Livre RS. No âmbito nacional, os gaúchos estão na frente, pois, durante os três anos de existência do projeto, 319 empresas privadas foram cadastradas, sendo 95 gaúchas que utilizam esta tecnologia no país." (Texto completo)

Educação para a informática e a Internet
Internet nas escolas ainda faz diferença
caminhos para promover
a inclusão digital dos alunos
A Internet é considerada uma ferramenta importante na pesquisa educacional, porém poucas instituições têm condições de investir. Isso acaba prejudicando os estudantes. Assim,
é preciso que o governo, ou mesmo a iniciativa privada, incentive a compra de computadores nas escolas, para proporcionar aos alunos uma maior vivência de suas potencialidades. (Texto completo)

Governança democrática
Governo debate inclusão digital
com sociedade civil e população

o que se pode esperar da Segunda Oficina para Inclusão Digital em Brasília
No evento foram discutidas as estratégias de inclusão e equiparação de oportunidades para a população brasileira, em relação aos recursos das tecnologias de informação e comunicação existentes. Seus representantes esperam que os desdobramentos sejam positivos, m
as será que cidadãos comuns acreditam que o governo conseguirá incluir digitalmente os que estão desconectados da Internet? (Texto completo)

 

Governança da Internet.BR,
por Alexandre Rangel (SOCID)
Governança na internet significa criar processos para garantir a regulamentação do acesso à informação digital na Net, criando assim uma gestão segura, confiável e eficaz dos processos automatizados que garantem o funcionamento e a comunicação das redes e dos dispositivos plugados na Internet. Esta é a definição técnica de um processo que precisa colocar na balança os aspectos culturais de cada local. Logo, é uma tarefa que, além de demorada, necessita da interferência da sociedade civil através de seus principais atores sociais.

Os três pilares da inclusão digital,
por Antonio da Silva (UEM)
Nos últimos anos, tem sido apregoado aos quatro cantos do Brasil a necessidade de se fazer a inclusão digital para aqueles indivíduos que não têm acesso às tecnologias de informação e comunicação ou simplesmente TIC’s, como são mais comumente conhecidas. Três pilares formam um tripé fundamental para que a inclusão digital aconteça: TIC’s, renda e educação. Não é difícil vaticinar que sem qualquer um desses pilares, não importa qual combinação seja feita, qualquer ação está fadada ao insucesso.

Diversidade cultural e linguistica
A face virtual do racismo
Afrodescendentes buscam seu espaço na Rede
Os negros brasileiros visitam os mais diversos tipos de sites, assim como os brancos. Mas, poucos possuem acesso à Internet, já que a maioria é de baixa renda. Segundo o Mapa da Exclusão Digital, divulgado recentemente pela Fundação Getúlio Vargas e pelo Comitê pela Democratização da Informática, considerando a população brasileira que se auto-intitula negros e pardos, os incluídos digitais se restringem a apenas 17,74% dos internautas. (Texto completo)

Segurança da informação
"Você precisa de uma Internet
que te dê segurança"

Vírus, ciberterrorismo e ataques de hackers: as principais dores de cabeça dos usuários
Para evitar os ataques aos computadores e à Internet, o NIC BR (Network Information Center), coordenada pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil, está trabalhando com outras entidades, como as polícias, provedores de acesso e serviços Internet e backbones, e oferecendo ajuda no processo de recuperação e análise de sistemas comprometidos por ataques de hackers e até de ciberterrorismo.
(Texto completo)

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