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CLARA e ALICE: conectando o Brasil ao mundo em redes de alta velocidade

por Prof. Adilson Cabral
Coordenador do Informativo Eletrônico SETE PONTOS

Com nomes de mulher e velocidades atraentes, a Rede Clara e o Projeto Alice consistem em iniciativas fundamentais para o desenvolvimento de projetos de ponta no Brasil e na América Latina, que requerem grande largura de banda para a transmissão de dados como a aceleração de partículas ou o monitoramento remoto de telescópios de alta precisão.
A Rede Clara - Cooperação Latino-americana de Redes Avançadas (http://www.redclara.net/) - tem por objetivo integrar as redes acadêmicas nacionais da região, no intuito de conectar mais de 700 universidades e centros de pesquisa em 18 países na América Latina e estimular a cooperação regional em atividades educativas, científicas e culturais. A integração com as comunidades científicas européias também está sendo promovida através da Rede Géant, possibilitando o desenvolvimento de projetos comuns.
O projeto Alice (América Latina Interconectada à Europa - http://www.dante.net/alice), por sua vez, vem sendo implementado desde setembro de 2004 e possibilita a articulação de 18 países latino-americanos à Europa. Trafegando dados a taxas de transmissão de 622 Mbps (megabytes por segundo), a conexão com o continente europeu se tornou possível graças ao trabalho do Centro de Engenharia e Operações da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), que fez parte do grupo de engenharia da Rede Clara. Para a implementação de suas atividades, contará com um aporte financeiro de 12,5 milhões de euros, oriundo da Comunidade Européia a partir do Projeto @LIS (Alliance for the Information Society), do qual fazem parte outros projetos envolvendo a sociedade civil (http://www.alis-online.org/).

Cidades conectadas em rede
Além de São Paulo (Brasil) e Santiago (Chile), já conectadas à rede, para breve estão previstas conexões com as cidades de Buenos Aires (Argentina), Tijuana (México), Lima (Peru) e Caracas (Venezuela). Essas adesões permitirão a formação de grupos de pesquisa interinstitucionais, com universidades, centros de pesquisa e agências nacionais, entre os países que configuram a rede e permitem o uso de aplicações comuns de pesquisa e ensino, bem como em diversas áreas do conhecimento, como Medicina, Física, Astronomia, Saúde, Meio Ambiente, Educação, Biodiversidade.
A Rede Clara foi planejada e está sendo implementada por uma organização sem fins lucrativos homônima, a partir das redes nacionais de educação e pesquisa dos países que a compõem. Tem como presidente o professor Nelson Simões, que também é diretor geral da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP). A RNP é o nó brasileiro que se interliga à Rede Clara e à Europa através do Projeto Alice, com a América do Norte, através da rede norte-americana Abilene, integrante do projeto Internet2. Além disso, contam também com conexão com as redes comerciais, permitindo o acesso eficiente por qualquer usuário a partir de acordos de interconexão entre as redes.
Outros países na região da América Latina e do Caribe cujas redes compõem a Rede Clara são: Argentina (RETINA), Bolívia (BolNet), Colômbia (Universidad de Cauca), Costa Rica (Crnet), Cuba (RedUniv), Chile (REUNA), Equador (CEDIA), El Salvador (RAICES), Guatemala (RAGIE), Honduras (UNITEC), México (CUDI), Nicarágua (CNU/RENIE), Panamá (RedCyT), Paraguai (Arandu), Peru (RAAP), Uruguai (RAU) e Venezuela (REACCIUN).
O projeto Alice é coordenado pela Dante, uma organização sem fins lucrativos cuja principal missão é planejar, construir e administrar as redes pan-européias de pesquisa e educação em nome das redes européias, e é viabilizado com 80% dos fundos oriundos do Gabinete de Cooperação EuropeAid da Comissão Européia e 20% de parceiros do projeto Alice.
Essas iniciativas podem favorecer a muitos no Brasil e na América Latina, ainda mais se considerarmos o limitado conhecimento sobre suas possibilidades por parte da sociedade em geral. Pela disposição no trabalho que vem sendo implementado pelas pessoas e organizações envolvidas na América Latina, o que mais se deseja é que Clara e Alice sejam conhecidas e gerem projetos de vida longa para o benefício de toda a sociedade.

 
NESTA EDIÇÃO

CLARA e ALICE: conectando o Brasil ao mundo em redes de alta velocidade, por Prof. Adilson Cabral
A Rede Clara e o Projeto Alice  podem favorecer a muitos no Brasil e na América Latina, ainda mais se considerarmos o limitado conhecimento sobre suas possibilidades por parte da sociedade em geral. Pela disposição no trabalho que vem sendo implementado pelas pessoas e organizações envolvidas na América Latina, o que mais se deseja é que Clara e Alice sejam conhecidas e gerem projetos de vida longa para o benefício de toda a sociedade.

Diversidade Cultural e Lingüística
Diversidade Cultural exige análise urgente
Em 2005 a Conferência Geral da Unesco deverá aprovar, definitivamente, a Declaração Universal sobre a Diversidade Cultural. Apesar de o documento apresentar princípios interessantes, grupos e governos começam a se mobilizar: uns a favor e outros contra. O motivo da contradição é simples: se a Declaração for aprovada, será possível preservar a cultura dos povos. (texto completo)

Direitos Humanos
As TICs precisam ser explicadas na mídia
O termo TICs - Tecnologia da Informação e Comunicação - vem sendo trabalhado aleatoriamente nas matérias publicadas na mídia. Porém, para que não seja mal utilizado ou compreendido incorretamente pelas pessoas, faz-se necessário entender seu sentido e aplicá-lo corretamente na imprensa. (texto completo)

Governança da Internet
Casas Brasil e Pontos de Cultura promovem inclusão digital
O governo federal brasileiro lançou dois projetos que resgatam a cultura local e promovem a inclusão digital da população. O Projeto Casa Brasil, com telecentros e rádios comunitárias, investe nos interesses das comunidades carentes. O Pontos de Cultura, coordenado pelo Ministério da Cultura (MinC) em parceria com o Ministério do Trabalho, estimula atividades culturais e sociais no país. (texto completo)

Governança da Internet
Brasil será o único a sediar a Conferência Regional da América Latina e Caribe

Para concretizar a sociedade da informação, desde 2002, vem sendo realizada a Cúpula Mundial da Sociedade da Informação. Além das duas reuniões principais, de dezembro de 2003 e novembro de 2005, também são realizadas reuniões preparatórias e conferências regionais. No caso da Conferência Regional da América Latina e Caribe só ocorrerá uma reunião que será no Brasil em junho de 2005.
(texto completo)

 

 

DAB Eureka 147, por Takashi Tome
Na década de 80, diversos trabalhos de pesquisa foram conduzidos para possibilitar a radiodifusão totalmente digital. Um deles foi o projeto Eureka 147, visando o desenvolvimento de um sistema de rádio digital, baseado na modulação COFDM ( Coded Orthogonal Frequency Division Multiplex). Quando pronto, esse sistema veio a ser batizado de DAB (Digital Audio Broadcasting).

Inclusão Digital: a necessidade de ações coordenadas, por Maria Viviane Monteiro Delgado e Maria Nezilda Culti
Nos países em desenvolvimento, como o Brasil, os projetos de Inclusão Digital só serão bem sucedidos no momento em que forem integrados a ações que contemplem a educação de qualidade; renda e acesso ao conhecimento em TICs. Para tanto, é fundamental o empenho do Estado na execução de políticas públicas com este objetivo. Só assim pode haver uma real melhoria da qualidade de vida e a construção de uma sociedade mais justa.

Conhecimento Global de Domínio Público
Sistema Brasileiro de TV Digital começa a ser colocado em prática no país
Com o resultado do primeiro lote de cartas-convite, entidades pesquisadoras começam a se organizar para trabalhar no desenvolvimento de tópicos para o Sistema Brasileiro de TV Digital. O trabalho para a criação de um sistema nacional de TV Digital foi dividido, uma vez que cada entidade de pesquisa ficará responsável por uma área do projeto, recebendo uma parcela dos R$ 65 milhões dos recursos cedidos pelo Funtell.
(texto completo)

Educação para a Informática e a Internet
ONGs se unem à Microsoft para instalar telecentros no Brasil
A Microsoft Brasil firmou parceria com as Ongs Sampa.org e Cemina com o objetivo de instalar 18 telecentros no país. O projeto consolidará o modelo de associação entre rádios comunitárias e telecentros, formando uma rede de comunicação e educação. Para a multinacional, essa é uma oportunidade  de expandir seu mercado, já que muitos governos, como o do Brasil, estão adotando o Software Livre. Mas, e para a sociedade civil, essa seria uma boa alternativa para inclusão digital? (texto completo)

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