OurMedia

  


Segurança na Internet: realidade ou utopia?

por Profª Eula D. Taveira Cabral
Editora do Informativo Eletrônico SETE PONTOS

Acessar dados bancários, preencher formulários, escrever mensagens, comprar e vender na Rede Mundial de Computadores vêm trazendo problemas para muitos brasileiros. Todos os dias são noticiadas nos jornais altas cifras de desfalques feitos na Internet. A segurança tão almejada e creditada por muitos internautas acaba se transformando em ilusão e tristeza. Mas, até quando serão fabricados vítimas e bandidos no mundo virtual?
No dia 05 de abril, o Movimento Internet Segura (MIS) lançou site e campanha publicitária, marcando o início da fase externa, mostrando aos usuários da Internet no Brasil como fazer uma navegação segura e com confiança pela rede. A iniciativa surgiu em dezembro de 2003 quando empresas de vários segmentos se reuniram na Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (Camara-e.net), chegando à conclusão que deviam ser combatidos o medo das pessoas em relação à Internet. Afirmam ser as transações tão seguras quanto as feitas numa loja comum, sendo necessário, porém, que sejam tomadas algumas precauções – e que as pessoas precisavam ser orientadas sobre como evitar fraudes.

Mobilização e ações
Após análise sobre o assunto, em 2004 chegou-se à conclusão que era necessária a condução do processo por uma organização. American Express, Banco do Brasil, e-Consulting, Extra.com.br, Ipdi, Microsoft, Redecard, Serasa, Submarino e Symantec decidiram patrocinar a entidade, surgindo o Movimento Internet Segura, sendo seguidos pela McAfee e Visanet. Também apareceram outras empresas como apoiadores de mídia, assumindo o compromisso de difundir as mensagens do MIS, como Americanas.com, Magazine Luiza, Livraria Cultura, Saraiva, Siciliano, Shoptime, Tok&Stok, Somlivre.com, UOL, Terra, IG, MSN, Yahoo!, AOL e Folha de S. Paulo.
De forma bem didática são exibidos no site oito botões: Institucional, explicando o que é o Movimento Internet Segura; Imprensa, com matérias publicadas na mídia sobre o grupo; Dicas de Segurança, com 10 mandamentos e dicas de operações seguras; Glossário, traduzindo alguns termos da Internet; Privacidade, explicando a política de uso do serviço de acesso e navegação do site; Contato, que ainda não está funcionando; Alertas para Risco, com explicações sobre problemas que se deparam na navegação; Acesso Exclusivo, exigindo login e senha do internauta.
Na página principal são destacados alertas para os recentes riscos de segurança na Internet como o que é vírus, algo explicado a partir do link saiba mais: “programa ou código feito pelo homem que provoca um evento inesperado, normalmente prejudicial. Os vírus costumam ser jogos ou imagens disfarçados com títulos atraentes e apelativos”.
Em “Dicas de Segurança” instrui o internauta em como evitar fraudes na Internet e o que não se deve temer. Exemplo disso é o uso de antivírus atualizado, firewall (filtros) e anti-spam e “é mais seguro navegar em sites que tenham certificado de segurança válido (para isso precisa clicar no cadeado)”.

Demandas futuras
Mesmo com tantas dicas e com a iniciativa bem interessante, ainda não se quebra o tabu de que a navegação será tranqüila, pois, é fato que especialistas na área reinventam formas de burlar a segurança e roubar informações de empresas e usuários. Porém, como em qualquer lugar onde se trabalhe com dados e dinheiro, problemas sempre existirão, uma vez que no país existem pessoas que controlam o conhecimento e a tecnologia a seu favor e não estão preocupadas com a maioria.
Dessa forma, com todos os problemas e dificuldades levantados, cabe ao internauta ser mais atento a qualquer transação feita na e fora da Internet, pois, a Rede Mundial de Computadores é apenas mais um espaço que abre possibilidades de agilizar trocas de informações e negócios. Já em relação às empresas, deve-se investir mais em projetos que evitem roubos e fraudes nos espaços virtual e real, pois, o consumidor não deve pagar a conta de ter protegido seu nome, dados e dinheiro. Sem segurança é difícil dar credibilidade a algo ou a alguém, porém, é fato que todos devem ter cuidado, pois, ela não é apenas um direito, mas um dever de todos.

Mais informações: http://www.internetsegura.org
 

Do local ao global
Cúpula do Rio pode ser mais do que palavras
: preparativos começam, mas envolvimento continua insosso
, por Prof. Adilson Cabral
A Conferência Regional Ministerial de América Latina e Caribe acontecerá de 8 a 10 de junho de 2005, visando a segunda fase da CMSI. O evento contempla a realização de encontros paralelos com a participação da sociedade civil, do setor empresarial e do governo. E, por ser um espaço que decide formas de implementação de recursos, gestão governamental a partir das TICs e uma governança da Internet que se pretenda mais aberta, este encontro regional poderia interessar mais pessoas do que vem ultimamente mobilizando.
(texto completo)

Apropriação social das TICs
Políticas de comunicação: é preciso inverter a pauta (e o pauteiro), por Rogério Tomaz Jr.
Não se efetiva um direito se não há quem o reivindique e lute por sua conquista. No cenário político brasileiro, o empresariado da comunicação detém um enorme poder de intervenção política e simbólico-cultural. Este poder só pode ser contraposto com um movimento de base popular ativa e mobilizada. Quando será que as cúpulas do “movimento pela comunicação” irão perceber isso e, mais, encarar de frente tal desafio? (texto completo)

Empresas e Grupos de Mídia
Segurança na Internet: realidade ou utopia?
por Profª Eula Cabral
Acessar dados bancários, preencher formulários, escrever mensagens, comprar e vender na Rede Mundial de Computadores vêm trazendo problemas para muitos brasileiros. Todos os dias são noticiados desfalques feitos na Internet. A segurança tão almejada e creditada por muitos acaba se transformando em ilusão. Mas, até quando serão fabricados vítimas e bandidos no mundo virtual? (texto completo)

 

 

NossosMeios
CRIS Brasil mobiliza sociedade para debater o direito à comunicação, por Profª Eula Cabral
A mobilização da CRIS Brasil vem se dando em duas direções. A primeira é unir e envolver a sociedade civil para que enfrente as irregularidades midiáticas e comunicacionais. A segunda é analisar, detectando problemas e buscando soluções, a comunicação e a mídia brasileira, não perdendo de vista o cenário internacional. Assuntos que causam polêmica no país, uma vez que governo e empresários burlam, em muitos casos, a Lei e não permitem que a sociedade brasileira entenda o que vem ocorrendo. (texto completo)

Acesso Público
De olho na imprensa

Observatório Brasileiro de Mídia analisa de forma crítica as publicações de trabalhos jornalísticos
, por Sheila Morello
O Observatório Brasileiro de Mídia é uma iniciativa do Núcleo de Jornalismo Comparado da ECA-USP em parceria com o Observatório Social e o Media Watch Global. Tem como objetivo analisar de forma crítica e científica o que está sendo veiculado pela mídia. O intuito é apresentar dados concretos sobre a imprensa, deixando que as outras pessoas avaliem se determinada cobertura foi feita de forma adequada ou não. (texto completo)


CONTRIBUA - Mande você também uma matéria ou sugestão para nosso informativo. Envie email para acabral@comunicacao.pro.br

Lembramos aos interessados em receber os próximos SETE PONTOS que assinem o informativo, enviando um email para setepontos-subscribe@yahoogrupos.com.br