| Tecnologia
digital para identificação de pessoas
Identificação biométrica é solução
para a segurança de informações
por
Gabriella Ponte
5º período - Jornalismo
A biometria é o ramo da ciência que estuda as medidas
físicas dos seres vivos. A tecnologia biométrica é
usada para a identificação de pessoas através
das características únicas de cada indivíduo,
como a face, a íris e a impressão digital, fixando
sua identificação perto da margem zero de erro. Cada
ser tem traços físicos únicos difíceis
de serem reproduzidos. Esta é uma antiga ambição
de cientistas e bastante explorada na ficção científica
e no cinema. Nos filmes “Minority Report” e “Gattaca”,
esse tema é bastante abordado e mostra como essa tecnologia
pode se tornar parte do dia a dia das pessoas. Mas até que
ponto isso pode se tornar realidade?
A tecnologia AFIS (Sistema Automatizado de Identificação
de Impressões Digitais), é o método mais preciso
e rápido para identificação de impressões
digitais. O AFIS é utilizado pela polícia e por institutos
de identificação civil em todo o mundo. Este método
ajuda na identificação de fragmentos de impressões
digitais encontrados em cenas de crimes, por exemplo.
A Scotland Yard foi a pioneira em adotar a impressão digital
para identificação de criminosos e em pouco tempo,
as polícias de quase todo o mundo aderiram a essa maneira
de identificação. Já hoje em dia, a identificação
pela íris é uma realidade na Holanda. A polícia
de estrangeiros de Roterdã começou os testes para
identificar imigrantes. O que facilitará é que eles
não precisarão mostrar seus passaportes, tendo somente
que escanear a íris. A polícia acha que esse sistema
vai economizar tempo para a identificação e espera
diminuir as chances de fraudes.
Estes métodos de identificação estão
ficando cada vez mais comuns e acredita-se que a tecnologia digital
estará sendo utilizada brevemente em vários lugares,
tais como aeroportos e outros. A segurança das informações
contidas nos documentos de identidade assegura a sua validade, eliminando
as fraudes e falsificações. O exemplo mais recente
de utilização do AFIS com esse objetivo foi a sua
implantação no sistema de identificação
civil da África do Sul em 2000.
Além da impressão digital, reconhecimento de íris
e retina e facial, existem outros métodos como o reconhecimento
pela voz, palma da mão, assinatura e digitação.
Embora todas sejam ótimos métodos de identificação,
a mais segura é a pela íris, com uma margem de erro
de 0,05%, porém seu custo ainda é alto.
No Brasil, ainda é uma imagem muito futurista a utilização
da impressão digital como senha para o acesso à realização
de transações bancárias pela Rede? Nem tanto.
O primeiro caso será instalado no Banco Santos a partir de
agosto, quando eles prometem lançar esse sistema aos clientes
corporativos. E ainda tem mais: o Bradesco testa, em seu call center,
a solução de identificação da pessoa
pelo reconhecimento da voz como mais uma medida de segurança.
As informações do governo também estão
bem protegidas. Há um ano, no Supremo Tribunal Federal (STF),
os ministros acessam seus computadores com a identificação
das impressões digitais. “Lidamos com informações
sensíveis que não podem ser divulgadas antes da hora”,
argumenta Leonardo Alam da Costa, secretário de informática
do STF. Hoje, nem todos os funcionários usam essa tecnologia.
Mas, daqui a alguns meses, uma nova licitação implantará
a identificação biométrica a todos os profissionais
do órgão.
O profissional de segurança eletrônica e aluno de engenharia
de telecomunicações Anderson Calleia, 30 anos, diz
que, apesar da biometria ajudar na segurança de informações,
“ela também pode ser usada por alguma organização
criminosa que a utilize para esconder informações
sigilosas, de forma que os policiais nunca saibam. E ainda, com
ajuda de hackers, são capazes de burlar impressões
digitais, o reconhecimento facial e até a de retina. Para
invadir o banco de dados de uma agência bancária, por
exemplo, basta o hacker cadastrar seus dados, colocando uma foto
digitalmente. Depois, basta colocar seu rosto para ser escaneado
e ele o reconhecerá. O software compara o rosto aos dados
que tem no sistema. Sem contar que é posível fazer
uma lente com as características do olho da pessoa. Embora
esse caso seja bem mais difícil, não é impossível”.
Ele ainda lembra do reconhecimento mais fácil de ser fraudado,
a assinatura: “Cada pessoa faz uma certa pressão no
papel na hora de escrever e inclina o pulso de forma diferente.
A partir daí, você sabe se a assinatura é falsa
ou não. Mas, se você escanear uma assinatura e depois
imprimir, não tem como comprovar que aquilo não é
da pessoa, pois fica idêntico”.
Conhecida há mais de 20 anos, somente agora a tecnologia
biométrica está se tornando economicamente viável.
Nos próximos anos, deve se transformar em uma alternativa
de segurança e de controle de pessoas para um grande contingente
de empresas. De acordo com dados da International Biometric Group,
o mercado de biometria deve crescer nos próximos quatro anos
em 263%, passando de U$ 523 milhões em 2001 para U$ 1,9 bilhão
em 2005. Eles irão obter a total segurança das informações.
Por isso, o negócio vai ser ficar de olhos bem abertos para
garantir uma coisa também única do ser humano, sua
privacidade.
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