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A importância das TICs na Educação

por Isabel Fonseca

Nas últimas décadas presenciamos uma intensa revolução tecnológica, que parece se intensificar a cada dia com o surgimento de novos inventos digitais. As tecnologias da Informação e Comunicação mostram que realmente vieram para ficar! Computadores, câmeras digitais e telefones celulares passaram a fazer parte da rotina das pessoas e a representar novas formas de percepção e expressão com o mundo. A linguagem disseminada pela TV, pela Internet e por todas as parafernálias tecnológicas, que surgem de tempos em tempos, invade o cotidiano, o ambiente familiar, escolar e intermedia a relação entre as pessoas. Estas interações possibilitam novas maneiras de acesso à informação e vêm colocando em xeque a educação tradicional e o papel do professor neste novo panorama.
Se analisarmos a realidade escolar, as TICs ainda não são compreendidas pelos professores como ferramentas pedagógicas potencialmente ricas nas práticas educacionais com seus alunos. É necessário que a s TICs sejam mais bem aproveitadas na educação como grandes aliadas no desenvolvimento da prática docente. O professor não pode somente utilizá-las com o objetivo de demonstrar estar conectado à Era Digital, de transparecer modernidade.
A aproximação entre a escola e as TICs serve como um facilitador na “conexão” entre a realidade do aluno, que tende a ser mais receptivo às novas tecnologias, e a do professor, freqüentemente preso a paradigmas que originam uma barreira entre ele e o mundo tecnológico.
As novas tecnologias são uma realidade no cotidiano de boa parte dos alunos, que, em geral, chegam à escola acostumados a lidar com estas ferramentas e seus recursos. Sendo assim, a rotina escolar passa a ter um forte e atraente concorrente. Mas, o que a escola deve fazer para se inserir neste contexto? É necessário promover a evolução da prática pedagógica e adotar modos de ensinar a aprender mais adequados à nova realidade destes educandos. É importante que haja na rotina escolar da criança o estímulo à interpretação e expressão de suas experiências com os recursos tecnológicos. Que tal começar a estimular esses relatos por meio de recortes, desenhos e produção de textos?
A facilidade de acesso a diferentes tipos de conteúdos é um dos grandes pontos fortes que as ferramentas tecnológicas possuem e as novas práticas educacionais têm como desafio mostrar a força da educação para o desenvolvimento do senso crítico, trabalhando o núcleo cultural, principalmente, da criança. Este exercício permite ao receptor estabelecer um diálogo com o conteúdo e não apenas absorver passivamente o que chega até ele.
Talvez estejamos vivendo um momento favorável para que deixemos de enxergar os meios de comunicação e as novas tecnologias como algo ameaçador. Os avanços tecnológicos acontecem tão rapidamente que, em breve, até mesmo nosso modo de assistir TV será modificado. Com o advento da TV digital, rica em possibilidades de produção de conteúdo e recursos de interatividade, é hora de avaliarmos nossa postura diante desta nova mídia e capacitarmos os futuros receptores. Então, vamos encarar esse desafio e repensar a educação, buscando uma maneira de inserirmos as TICs nas escolas de forma amigável e construtiva. É uma tentativa de já irmos quebrando a unidirecionalidade, que está com os dias contados nos meios de comunicação, e formarmos cidadãos aptos a questionar o que chega a eles, interagindo com o emissor.

TEXTOS DE REFERÊNCIA
CARVALHO, Kassandra Brito de. Implicações das TICs na Educação. Disponível em: < http://profala.com.br/arteducesp59.htm >. Acesso em 21 de abril de 2006.FISCHER, Rosa Maria Bueno. O dispositivo pedagógico da mídia: modos de educar na (e pela) TV. Educação e Pesquisa, São Paulo, v. 28, n.1, p. 151-162, 2002.
HALL, Stuart. A centralidade da cultura: notas sobre as revoluções de nosso tempo, 1997.HOINEFF, Nelson. A Nova Televisão: desmassificação e o impasse das grandes redes . Rio de Janeiro: Relume Dumará, 1996.

RONDELI, Elizabeth. Educação e tecnologias de informação e comunicação. Disponível em: < http://www.icoletiva.com.br >. Acesso em 20 de abril de 2006.

 

NossosMeios
Daniel Herz moveu uma pedra que precisamos aprender a empurrar, por Prof. Adilson Cabral
O legado de Daniel Herz nos impõe um desafio que é o de ultrapassar as trincheiras da auto-referência no setor da comunicação, para incorporar atores que atuam em áreas diversas, relacionadas aos direitos humanos, à academia e ao parlamento, para que a Comunicação no século XXI seja pensada e reivindicada por um movimento diversificado e compatível com as transformações em curso.
(texto completo)

Apropriação social das TICs
Um e um é sempre mais que dois: a participação nos processos comunicacionais, por Prof. Adilson Cabral
Pessoas, grupos, organizações fortalecem comunidades, movimentos e redes das mais diversas formas e intensidades e a compreensão dessas diferenças é que permite tanto o aproveitamento da contribuição de todos no processo, bem como a compreensão de que cada elemento dentro de um coletivo tem um nível de participação determinado por fatores como conhecimento, interesse, disposição, dentre outros.
(texto completo)

A importância das TICs na Educação, por Isabel Fonseca
A linguagem disseminada pela TV, pela Internet e por todas as parafernálias tecnológicas invade o cotidiano, o ambiente familiar, escolar e intermedia a relação entre as pessoas. Estas interações possibilitam novas maneiras de acesso à informação e vêm colocando em xeque a educação tradicional e o papel do professor neste novo panorama.
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Soluções e usos
La Batalla Digital, por Gabriel Kaplún
Todo indica que la “migración” hacia la televisión digital ocurrirá en los próximos años. El modo en que se haga será clave para saber si avanzaremos hacia una mayor democratización de los medios de comunicación en Uruguay o si, por el contrario, todo seguirá como está... o un poco peor. (texto completo)

Do Local ao Global
TV digital e futebol brasileiro: destino selado de forma equivocada?, por Profª Eula D. Taveira Cabral
O Presidente Lula decretou o sistema de TV digital que será implantado no Brasil, mesmo não atendendo a sociedade civil. O técnico da seleção brasileira de futebol, Carlos Alberto Parreira, não ouviu as reivindicações do povo. E o Brasil perdeu duas vezes: no campo midiático e no esportivo. Porém, perdeu-se uma batalha, mas, não a guerra.
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Acesso Público
Direito autoral, socialização do conhecimento e os direitos humanos, por Fabio B. Josgrilberg
Abolir as regulamentações sobre o direito autoral em nome da socialização do conhecimento seria, como alerta a sabedoria popular, jogar o “bebê fora com a água da banheira”. Não por impedir a produção cultural, mas porque facilitaria ainda mais exploração dos artistas por grupos com maior poder econômico. .
(texto completo)