QUEBRAR PARADIGMAS, POR QUÊ?

A velocidade com que ocorrem as mudanças nos dias de hoje tem levado autores a exaustivos trabalhos, desenvolvidos em óticas as mais diversas. Alguns se preocupam com seus efeitos no ambiente acadêmico, esforçando-se em produzir modelos cuja flexibilidade no tempo resultem em rápida atualização das grades curriculares. Como conseqüência, fortalece-se o uso do ensino à distância, com o emprego de plataformas eletrônicas cada vez mais sofisticadas. Um outro grupo de autores volta-se para produção, buscando apreciar as ameaças de ciclos cada vez mais curtos de produtos, carregados de crescentes agregações de valores. Um terceiro grupo estuda o segmento governamental, desafiando o estabelecimento de regras de regulação em ambiente de elevada dinâmica, mapeado por uma geografia sem fronteiras. Finalmente, um grupo trabalha o foco no cliente, pesquisando os elementos provocadores de um comportamento fidedigno, descobrindo desejos e respeitando seu código.
Em quaisquer dos segmentos, a evolução tecnológica vai mudando rapidamente a execução dos processos, gerando um variado leque de opções, crescendo os indicadores de produtividade, acirrando a competividade. No plano da administração, os estudiosos desenvolvem novas metodologias pensando a compatibilidade com os novos cenários. Posicionar-se neste contexto, objetivando a permanência no mercado, além das alianças cientificamente construídas leva os estudiosos da economia e da contabilidade a produzirem modelos que possibilitem a prática segura de investimentos com retornos confortáveis. Preservar o meio ambiente é uma preocupação paralela. Em todo e qualquer espaço deste mosaico, a presença da pessoa é cada vez mais exigida na sua competência, cobrada na capacidade de agregar valor ao produto.
Como meta-observadores, situam-se os autores preocupados em gerar propostas que conduzam o profissional aos níveis de competência desejada. Entretanto, a velocidade com que variam os conhecimentos específicos, exige que se articulem, de forma especial, os conhecimentos relacionados com a fundamentação, permitindo que se construam perfis estratégicos de interpretação da realidade. Há que se possuir como pano de fundo um referencial que interprete os desafios, independente de suas especificidades e do momento da ocorrência. A leitura de bons textos, direcionados aos níveis de conhecimentos que se pretende obter, e a construção de bibliotecas pessoais ou impessoais servirão para alimentar o estudo permanente, chave para se preparar para o futuro que se descortina como uma realidade inexorável.
Tenho vivenciado este momento ímpar na minha vida profissional e docente, e cabe aqui um alerta para aqueles que se deixam levar por devaneios, imaginando que tudo vai acontecendo e vamos mnemonicamente assumindo. É preciso ser cada vez mais pro-ático em nossas decisões, sob pena de despertarmos num amanhã que nunca sequer imaginamos que pudesse ser verdade. Torne-se um ativista, quebre barreiras, seja diversificado, um ativista não se deixa levar pela cartilha fácil da diversidade e do networking. Ao contrário. Compartilha objetivo e tem obsessão por vencer. Você pode ser um ativista: viver o presente intensamente. As atitudes do passado que antes davam certo podem não ser adequadas para os dias de hoje; então, precisamos realmente desaprender certas coisas, mas aquilo que está sedimentado em nossa mente tem dificuldade em mudar. Isso não é fácil, porque mudar percepções já consolidadas necessita de um impacto específico. As mudanças do momento estão acontecendo com muita velocidade, provocando turbulências em nossas vidas; diferente do que ocorria há alguns anos em que essas turbulências aconteciam em períodos menores. Hoje, elas são uma constante. Quantas pessoas fogem dos computadores, com a desculpa de que não precisam deles, e ficam sofrendo por não utilizarem as facilidades que nos proporcionam. Não temos dúvidas de que é preciso uma certa paciência para conviver com a “máquina pensante”. Algumas delas são tão “geniosas” que nos tiram do sério; mas em geral, nos auxiliam mais do que nos aborrecem. Só que essas pessoas não se dignam a enfrentá-las.

Prof. Arievaldo Alves de Lima
Professor da Universidade Estácio de Sá e
Grupo Empresarial ADM - Universidade Virtual

 
NESTA EDIÇÃO

Para fazer valer a pena
Esforços da sociedade civil não se bastam para a Cúpula
por Adilson Cabral
Faltando poucos meses para a primeira parte da Cúpula Mundial da Sociedade da informação, tendo sido realizadas duas reuniões preparatórias, várias conferências regionais, uma reunião intersessional e perto da realização de mais uma PrepCom - talvez a última, a sociedade civil se depara com aquele velho dilema que pontua e provoca sua atuação em relação aos setores governamentais: até que ponto vale a pena o diálogo para o estabelecimento de leis mais democráticas, acordos mais justos e planos de ações comuns que possam inspirar uma ação cooperativa entre governos e sociedade civil?

Documento do Caucus da América Latina e do Caribe
Prioridades que podem contribuir para a
formação de sociedades mais justas
por Eula D. Taveira Cabral
O Caucus da América Latina e do Caribe enviou à Cúpula Mundial da Sociedade da Informação, no mês de julho, um documento com oito prioridades que podem contribuir para a formação de sociedades mais justas: desenvolvimento sustentável; direitos humanos; governabilidade global da Internet; acesso e infraestrutura; meios comunitários; gênero; educação, diversidade lingüística e cultural; bens comuns globais.

Direitos Humanos
Desafios da sociedade civil na preparação para a CMSI
Reuniões preparatórias dão mais atenção ao setor privado
A Cúpula Mundial da Sociedade da Informação acontecerá em dezembro, em Genebra, mas, durante todo este ano, estão sendo organizadas reuniões de preparação para a CMSI, chamadas PrepCom (Comitê Preparatório). Quando não se consegue discutir todos os assuntos a serem abordados nas PrepComs, é necessário convocar uma reunião intersessional, para a preparação dos documentos. Na última, realizada em Paris, em julho, os governos dos países participantes junto com a sociedade civil discutiram a Declaração de Princípios e do Plano de Ação. A RITS e o Caucus da América Latina e do Caribe estavam presentes e reclamaram da distância no diálogo entre a sociedade civil e o setor público. (Texto completo).

Desenvolvimento Sustentável
Infovia-RJ conectará comunidades carentes à Internet

Projeto pretende levar a inclusão digital adiante
Em pleno aniversário de 11 anos da Rede Rio, o estado se prepara para a implantação do mais novo setor de Tecnologia da Informação, o projeto Infovia-RJ. Ele conta com o apoio dos Ministérios da Ciência e Tecnologia e das Comunicações e tem o objetivo de estruturar a expansão do programa de inclusão digital dos governos estadual e municipal, comunidade acadêmica e sociedade civil, através de entidades como o CDI. Tudo será realizado em quatro anos em todos os 92 municípios fluminenses. (Texto completo).

 

Quebrar paradigmas, por quê?
por Arievaldo Alves de Lima
A velocidade com que ocorrem as mudanças nos dias de hoje tem levado autores a exaustivos trabalhos, desenvolvidos em óticas as mais diversas (...) As atitudes do passado que antes davam certo podem não ser adequadas para os dias de hoje; então, precisamos realmente desaprender certas coisas, mas aquilo que está sedimentado em nossa mente tem dificuldade em mudar. Isso não é fácil, porque mudar percepções já consolidadas necessita de um impacto específico. As mudanças do momento estão acontecendo com muita velocidade, provocando turbulências em nossas vidas; diferente do que ocorria há alguns anos em que essas turbulências aconteciam em períodos menores.

Educação para a Informática e a Internet
Rio Info 2003 põe difusão digital na pauta

Evento busca difundir o uso do computador
como ferramenta de trabalho

O evento pode ser considerado uma prática de inclusão digital daqueles que podem economicamente ser incluídos, mas por devido à incapacidade em apreender os benefícios da tecnologia na dinâmica de suas atividades. Colocar, num mesmo espaço, uma série de empresas, que buscam soluções em tecnologias de informação para seus negócios, e empresas de tecnologias de informação, que oferecem soluções para empresas que as desejarem, tem o mérito de contribuir para a disseminação da tecnologia em todo o estado, pois conta-se também com o envolvimento de integrantes dessas empresas, que buscarão melhor qualificação para empreender os serviços que farão parte do novo cotidiano dessas empresas.
(Texto completo).

Conhecimento Global de Domínio Público
As polêmicas "verdades" de Matrix

Filosofia e física quântica temperam o debate sobre o filme
"Matrix", uma trilogia criada e dirigida pelos irmãos Andy e Larry Wachowski, começou a ser produzido em 1999. A primeira parte, "Matrix", é considerado um dos filmes mais inteligentes e originais já produzidos, deixando o espectador, ao sair do cinema, com mais dúvidas do que respostas (e isto é um elogio). A segunda parte, que já foi lançada, "Matrix Reloaded", e a última parte, "Matrix Revolutions", torna a história ainda mais complexa e fascinante, envolvendo conceitos de física quântica, fazendo com que muitos livros sejam lançados sobre o tema. (Texto completo).

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