|
Professores na malha da rede
A Internet e os desafios ao ofício do professor
Gabriella
Ponte
6º período – Manhã
A
evolução da Internet está transformando a forma
de ensinar. Muitas escolas particulares e públicas vêm
dando maior importância a este novo aparato tecnológico.
As crianças se divertem com as cores e as formas que são
programadas no computador e, ao mesmo tempo, vão aprendendo.
Mas, será que todos os professores estão aptos a dar
aulas utilizando os recursos da informática?
O mundo contemporâneo exige que as pessoas tenham capacidade
de criticar e de solucionar problemas. O computador ajuda a educação,
dando aos alunos adolescentes a oportunidade de entrar em contato
com os outros, formando o pensamento crítico. Logo, a Internet
se tornou um excelente recurso de aprendizagem, onde é possível
a troca de opiniões, idéias e experiências.
A Internet no Brasil ainda não é realidade para muitas
pessoas, incluindo professores que não possuem computador
por terem remuneração insuficiente. Para se ganhar
bem, é preciso dar aulas em mais de uma instituição,
várias horas por dia. Com muita carga horária e falta
de recursos para aprender a lidar com a informática, é
praticamente impossível investir em sua carreira.
A única maneira de incluir a informática no currículo
destes profissionais é uma iniciativa das próprias
instituições de ensino, realizando cursos e se preocupando
com o seu corpo docente. Assim, a qualidade da educação
melhoraria, tornando a forma de ensinar mais interativa.
As instituições que mais se interessam pelo aperfeiçoamento
do conhecimento do corpo docente são as de ensino superior.
As de ensino básico e médio poderiam investir mais
na capacitação destes profissionais.
Um exemplo de universidade que realiza este trabalhado fortemente
é a Universidade Paranaense (UNIPAR) através do Plano
Institucional de Capacitação Docente (PICD) que atualmente
mantém 102 professores com bolsas de estudos para mestrado
e doutorado. Eles também financiam viagens para participação
de docentes e técnicos em cursos, congressos e conferências
mediante projetos dos departamentos respectivos. Outras instituições
deveriam seguir este exemplo, não só apoiando no mestrado
e doutorado, mas também no ensino à informática.
Os profissionais de escolas públicas e particulares vêm
enfrentando uma crise por não saber lidar com alunos que
estão convivendo com a linguagem da Internet, da televisão
e de outras mídias. Um professor motivado e bem preparado
consegue, sem problemas, chamar o aluno para a escola, tornando-o
mais interessado na matéria.
Em uma entrevista feita ao site da MiniWeb Educação
com o coordenador científico da Escola do Futuro na Universidade
de São Paulo, Fredric Litto, questiona-se como um professor
de saldo econômico negativo pode iniciar seu investimento
profissional e se existe algum projeto governamental para oferecer
cursos grátis. Litto responde que “já existe
na Rede Pública investimentos destinados para esta atualização,
sendo que a Rede Pública investe muito mais em seus profissionais
do que as Escolas particulares”. Ou seja, o governo também
tem apoiado os professores neste sentido.
E, para aqueles que têm condições, mas não
querem aperfeiçoar sua maneira de ensinar, o professor Litto
fala que com a chegada da Internet, tudo mudou. “O professor
já percebe que os alunos são outros, que navegam na
Rede e acabam trazendo para a sala de aula muito mais informações
e indagações do que antes. Recebemos cerca de 5.000
visitas diárias na Biblioteca Virtual do Estudante, que serve
como ótima referência. O professor que não se
emancipar será rejeitado e não legitimado pelos alunos”.
Então, resta-se um questionamento: Será que as instituições
educacionais, realmente, estão interessadas em qualificar
seu corpo docente e elevar o nível de seus alunos?
|