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Vírus na Internet
o mal que se alastra rapidamente e causa prejuízos
Gabriella
Ponte
6º período – Manhã
A
inovação tecnológica e o avanço da tecnologia
da informação têm gerado grande produtividade
aos usuários comuns e às empresas. Mas, sempre existe
o lado ruim. E, na tecnologia da informação, os vírus
são a forma mais perversa de inviabilizar os avanços
que a tecnologia pode oferecer.
Os vírus são temidos pelos usuários em todo
o mundo. Eles são programas altamente sofisticados, desenvolvidos
em linguagens específicas de programação para
infectar e alterar sistemas. Geralmente, eles possuem tamanho pequeno,
são projetados por programadores extremamente hábeis
(os assim chamados hackers) e visam afetar de maneira adversa o
computador.
São criados para realizar atividades maliciosas, causando
estragos tais como apagar arquivos e executar operações
sem o comando do usuário. Muitos deles são transmitidos
por e-mail, mas ler uma mensagem por si só não pode
atingir de forma negativa um computador. Só pode acontecer
se a mensagem contém um arquivo em anexo e se o usuário
abrí-lo.
A internet é hoje a principal via de propagação
dos vírus, principalmente os de macro e os chamados “Cavalos
de Tróia” (programas aparentemente saudáveis
que carregam escondido o código de um vírus), pois
permitem que os usuários façam downloads de programas
e arquivos de fontes nem sempre confiáveis.
Um dos casos graves de vírus aconteceu há pouco tempo,
atingindo muitas pessoas. O vírus MBlast-F (ou Blaster) aproveita
vulnerabilidades recentemente detectadas em praticamente todas as
versões do Microsoft Windows, atuando de forma semelhante
ao SQL Slammer que arrasou a Internet em janeiro.
Ele foi criado por um estudante romeno de 24 anos, Dan Dumitru Ciobanu,
que foi preso e pode pegar até 15 anos de cadeia. O MBlast-F
é um variante do MBlast-B, supostamente criado por Jeffrey
Parson. A nova versão do vírus não altera as
funcionalidades básicas e os mecanismos de propagação,
mas era menos eficaz.
Ciobanu conseguiu encontrar a tal falha do Windows e começou
a espalhar o MBlast-F, contaminando computadores através
de e-mails que continham arquivos anexados. O usuário abrindo
estes arquivos, além de contaminar seu computador, o vírus
mandava e-mail para todos do catálogo de endereços,
fazendo com que esse “mal” se alastrasse rapidamente.
Leandro de Oliveira, 20 anos, estudante de informática da
Universidade Estácio de Sá, diz que “o MBlast-F
explora a vulnerabilidade do Windows. O programador usa um código
para acioná-lo e se aproveita desta falha. Quando o computador
está infectado, o vírus o reinicia toda hora, sem
o comando do usuário”.
O vírus atacou mais de 300 mil computadores em vários
países, incluindo o Brasil. Para Leandro, “não
é recomendável usar o antivírus para localizar
o MBlast-F e deletá-lo. O melhor a fazer é ir no site
da Microsoft, que já fez uma versão dos Windows sem
a falha, e fazer um update dessa versão”.
Os responsáveis por essa “maldição virtual”,
os hackers, invadem sistemas e sites para protestar algo, roubar
informações ou paralisar serviços. Segundo
o Gartner Group, 2% dos problemas de segurança em sistemas
e sites são realizados por eles, o que surpreende a muitas
pessoas, já que suas ações causam manchetes.
“Hackers que gostam de mostrar falhas no Windows têm
a intenção de atacar diretamente Bill Gates, fazendo
protestos, mostrando ao mundo que até a poderosa Microsoft
pode falhar”, diz Leandro. Mas, na verdade, mais de 95% dos
problemas de segurança e perda de arquivos e dados são
causados por vírus.
Mas, como combater a estes vírus? Usando segurança
de “fronteiras” como firewall, que permite criar uma
“fronteira” protegendo a rede interna da rede externa,
a Internet. Antônio Martins, 55 anos, atualmente aposentado,
que já foi técnico de processamento de dados do IBGE,
dá uma outra dica: “Tenha um bom antivírus,
como o Norton Internet Security e o programe para toda vez que se
conectar a Internet atualizá-lo”.
Sobre senhas, a melhor forma de combater vírus e invasões
é colocar oito dígitos. Leandro completa: “Pelo
ICQ também é possível que alguém invada
o seu computador. Essa invasão é mais comum para quem
tem a senha com seis dígitos, composta por números
somente. Se a senha tiver oito dígitos, misturando letras
e números, fica mais difícil. E não aceite
ninguém estranho em sua lista, ainda mais se ele te mandar
algum arquivo. Nunca se sabe se aquele arquivo tem um vírus”.
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