RESUMOS ACEITOS - Tecnologias de Informação e Comunicação
Dia 19/10 - 13 horas - SESSÃO 1 (SALA C-100)
COORDENAÇÃO: Prof. Dr. João Baptista Winck (UNESP)
A participação política na Internet sob a perspectiva da Economia Política da Comunicação
RESUMO: Este trabalho pretende relatar como os estudos da Economia Política da Comunicação abordam a temática da participação política no cenário de análise dos fenômenos que envolvem as novas Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs), em especial, a Internet. Para tanto, pretende-se descrever algumas das possibilidades interativas ofertadas pela Internet como palco para novas formas de discussões e participações políticas, assim como apresentar as contribuições teóricas para o tema desenvolvidas por alguns dos estudiosos da Economia Política da Comunicação como Nicholas Garnham, James Curran, Vicent Mosco, Alain Herscovici e Othon Jambeiro entre outros.
AUTOR: Raquel Sacheto (Universidade de Brasília - Departamento de Pós Graduação em Comunicação) - Mestranda em Comunicação pela Universidade de Brasília (UNB).
A Virtualização dos Meios de Comunicação e a Propriedade Intelectual - algumas questões estratégicas
RESUMO: Este artigo se propõe a analisar novas possibilidades na pesquisa e construção de ferramentas de comunicação advindas da virtualização de dispositivos de informação propiciada pela plasticidade e interconexão presentes na comunicação mediada por computadores. O enfoque estará nas possibilidades abertas aos pequenos atores e à produção colaborativa, expressa principalmente no movimento pelo software livre. E nas particularidades ocorridas em meio aos modelos econômicos ligados a esta produção que remetem a seu enquadramento em discussões recentes sobre a propriedade intelectual. Nesse sentido será traçado um breve percurso histórico visando demarcar o papel estratégico cumprido por ela em termos geopolíticos. Serão discutidas, em contrapartida, a historicidade da própria figura do autor e os diversos movimentos que já a tem questionando nas artes plásticas, na literatura e nos modelos de compartilhamento de conhecimento propalados a partir do meio acadêmico. Este percurso será, por fim, interligado às proposições definidas em meio aos contextos vanguardistas da programação visando a discussão mais plena da produção da produção coletiva de ferramentas de comunicação.
AUTOR: André Vouga - Doutorando do Programa de Pós-Graduação em Comunicação, Imagem e Informação da Universidade Federal Fluminense (UFF), Professor Substituto do Departamento de Comunicação da Universidade Federal Fluminense (UFF) até 2005, Pesquisador do Centro de Documentação e Pesquisas da Secretaria de Cultura de Niterói .
Comunicação e cultura organizacional: interfaces com as novas tecnologias
RESUMO: A comunicação possui conexões com a história das organizações, desde as primeiras pesquisas de Taylor com a estruturação e padronização do trabalho aos mais recentes modelos contingenciais, participativos e virtuais apresentados por contemporâneos como Adler (2005), Aubert (2003), Deal e Kennedy (1997), Drucker (1997), Keyton (2005), Harvey (2000), Hofstede (2003), Levy (1996), Mattelart (2005), Trivinho (2001), entre outros. Nessa dinâmica, a cultura é o ponto de conexão numa complexa relação entre comunicação e tecnologias. A velocidade é imperativa e tudo deve adaptar-se a “excelência microeletrônica” num ambiente on-line que oblitera o espaço em prol da primazia do intervalo (Trivinho, 2001), que caracteriza uma ditadura do tempo real, a sociedade do zapping nos quais vivem intensamente sem duração na busca de resultados de eficácia imediata (Aubert, 2003), são tecnologias elevadas à dignidade de um conceito (Chesneaux, 1996), uma obsessão pela automatização e pela racionalização organizacional (Lacoste, 2005), um novo darwinismo (Kurz, 1998).
AUTOR: Renato Dias Baptista (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – PUCSP) - Psicólogo, Mestre em Comunicação pela Universidade Estadual Paulista - UNESP, Doutorando em Comunicação pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo - PUC/SP. Atualmente é Professor da Universidade Paulista, do Instituto de Ensino Superior de Bauru e das Faculdades Integradas de Bauru. Bolsista CAPES..
A promessa do audiovisual interativo
RESUMO: A revolução tecnológica inaugurada pela chamada cibercultura – ou cultura digital - está promovendo uma revisão geral nos conceitos, métodos e instrumentos para projetar, fazer circular e fruir as linguagens, sejam as formas estáticas ou cinéticas. Nesse processo de inovação, o foco da produção de mensagens foi deslocado para a aplicação da arte, da arquitetura e do design à linguagem digital, cuja expressão mais aparente é o universo das mediações e comunicações cibernéticas em audiovisual digital interativo. Embora o cinema, a televisão e os videogames sejam os produtos mais aclamados, as mais diversas áreas do conhecimento se valem do audiovisual para comunicar conceitos e formas. Hoje se tornou indispensável formatar pensamento, projetos e objetos por meios visuais, audiovisuais e multimídia. O desenvolvimento vertiginoso da linguagem audiovisual foi um dos maiores fenômenos estéticos e sociológicos no Século XX. Só para se ter uma idéia, estima-se que existam mais telespectadores do que a soma dos leitores na história do Ocidente. Calcula-se algo em torno de 70% dos lares em todo o mundo ligados à pelo menos um aparelho de TV. Isso significa números próximos aos quatro bilhões de pessoas. No Brasil a cifra sobe para os estrondosos 98% de lares com TV, o que representa cerca de 140 milhões de pessoas ligadas à TV aberta e mais de três milhões de assinantes de TV paga. Estima-se que, das quatro horas de televisão que o brasileiro assiste diariamente, três são produção nacional, das quais duas são ficção. A produção de televisão no Brasil é considerada uma das maiores do mundo, gerando mais de 50 mil horas anuais de programação, o que faz render cifras beirando os seis bilhões de dólares. Exportamos em média 24 mil horas de programação por ano para 60 países. O volume de exportação de nossos produtos audiovisuais gira em torno de 38 milhões de dólares, sendo considerado muito pequeno frente à importação, que nunca é inferior aos 695 milhões de dólares anuais. Falar da indústria da imagem significa lidar com números astronômicos, quer sejam de públicos, do volume de capital, de negócios e oportunidades que faz circular, ou dos números de postos de trabalho diretos e indiretos que é capaz de gerar. O dinamismo da indústria do audiovisual tem grande capacidade de envolver outros setores da economia. A associação com a indústria da telefonia celular está desenvolvendo os videofones, que permitem a transmissão de sons e imagens via telefones móveis. Calcula-se que este novo mercado para o audiovisual digital gere recursos da ordem de um trilhão de dólares até 2010, segundo a ONU. Só no Brasil existe o potencial de 58 milhões de usuários para esse novo mercado, nos colocado na quinta posição no ranking mundial. Com o fornecimento de TV digital interativa - sistema que irá substituir o atual parque tecnológico da produção industrial de TV - avalia-se que os negócios e oportunidades tendam a triplicar até 2020. A associação da televisão ao computador e à telefonia móvel irá permitir que o público acesse a uma gigantesca rede de comunicações. Essa rede interligará residências, empresas, escolas, sindicatos, computadores pessoais, telefones etc. a uma malha de projetistas e prestadores de serviços, de informação e de entretenimento sem precedente na história da humanidade. A previsão é de que a TV interativa, logo no início das operações, oferecerá cerca de 500 diferentes canais de programação. Entretanto, com o desenvolvimento dos equipamentos e das ferramentas, é possível que a oferta de projetos e produtos se multiplique por vinte antes da metade do século. As previsões apontam para um mercado mundial de serviços via TV digital interativa que deverá movimentar nada menos do que US$ 62 bilhões já em 2007. Se computadas as transações de comércio eletrônico e publicidade e propaganda via TV interativa estima-se um acréscimo de mais US$ 44,8 bilhões às expectativas de negócios e oportunidades. Contudo, não apenas as cifras justificam a necessidade do aprofundamento da pesquisa em comunicação digital. Estamos diante de uma revolução conceitual, ética e estética em larga escala e sem precedentes na história, o que exige esforços redobrados da Universidade e de seus Grupos de Pesquisa para encontrar respostas elegantes e socialmente responsáveis, na via do desenvolvimento sustentável da ciência, das artes, das tecnologias e das culturas que animam estes dados estrondosos.
AUTOR: Prof. Dr. João Baptista Winck - Pesquisador do Departamento de Comunicação Social da Universidade Estadual Paulista FAAC – UNESP. formado em TV, mestre em Educação e doutor em Semiótica. É professor de roteiros e pesquisador de estratégias de comunicação audiovisual interativa e TV digital na Universidade Estadual Paulista (Unesp) e consultor de projetos, processos e produtos de comunicação em hipermídia.
A interação global-local e a proximidade como critério de noticiabilidade nos portais locais
RESUMO: Este artigo tem como objetivo contextualizar o jornalismo online e sites jornalísticos regionais, chamados portais locais e enfatizar a importância do valor notícia proximidade nesse novo meio de comunicação. Os portais locais ganharam destaque entre as comunidades da internet devido, em parte, ao valor notícia proximidade e passam a ser considerados projetos sob novo esquema de interação entre o local e o global - o glocal - para atender à mudança no paradigma de tempo e espaço causado pelo advento da Internet. O crescimento desse formato demonstra o potencial do jornalismo online, caracterizado como a quarta espécie de jornalismo devido à utilização das potencialidades da rede como fator determinante em termos operacionais. Entretanto, a Internet como suporte, ainda está num estágio de experimentação de linguagem em busca de formatos adequados e uma gramática própria.
Palavras-chaves: Portais Locais, Jornalismo Online, Internet, Proximidade, Comunicação
AUTORA: Taís Marina Tellaroli - UNESP -Universidade Estadual Paulista. Especialista em Jornalismo e Mídia pela UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina e Mestranda do programa de pós-graduação “Comunicação Midiática” da UNESP- Universidade Estadual Paulista.
O contra-poder do poder: media watchers na rede
RESUMO: O monitoramento da mídia funciona como um freio ao mercantilismo da informação, com o objetivo de garantir que o leitor-telespectador-ouvinte-internauta seja tratado como um cidadão pleno e não como um mero consumidor. Este artigo faz um levantamento de exemplos de media watchers no ciberespaço, a fim de analisar como a Internet serviu como catalisadora de diversas iniciativas de media watching, pois reduziu significativamente uma grande barreira de entrada: os custos de criação e manutenção de tais espaços. Os espaços de crítica dos meios de comunicação - como artigos de opinião, colunas e ombudsmen - ainda são poucos na mídia brasileira, mas estão começando a se ampliar na medida em que os grandes acontecimentos são superexpostos pela mídia, criando assim um debate público sobre esta exposição. Conscientes da capacidade de manipulação da mídia e do seu poder na sociedade, alguns grupos de cidadãos que consideram imprescindível a vigilância da imprensa para que ela cumpra o seu papel uniram-se para controlar a qualidade da informação em centros virtuais de media watching.
AUTORA: Larriza Thurler - Mestre em Comunicação Social pela UERJ.
Dia 19/10 - 13 horas - SESSÃO 2 (SALA C-308)
COORDENAÇÃO: Prof. Msc. Jorge Rocha (FUMEC)
Biopoder ou infopolítica? As subjetividades na era da economia do conhecimento
RESUMO: O advento das TICs, a reestruturação gerencial do capitalismo e a preponderância que a informação e o conhecimento adquiriram no mundo atual têm levado diversos autores dos a reconhecerem as importância das mudanças – no trabalho, na força de trabalho e na natureza da concorrência capitalista – em curso. Neste sentido, o capitalismo, para continuar sobrevivendo, abandonou a esfera autotélica da produção strito sensu para espraiar-se num mundo da vida, ainda não totalmente colonizado. Ao fazê-lo deparou-se com uma matéria – o conhecimento, a informação e a cultura - de difícil adequação à sua lógica reprodutiva, defrontando-se com inúmeras incoerências. Por outro lado, atingiu em cheio o centro produtor de “subjetividades”. As incoerências econômicas e as subjetividades geradas em tal processo têm levado autores como Kurz, Gorz e Negri a apostarem suas fichas nas “forças microeletrônicas”, nos “dissidentes numéricos” ou na “multidão” como os novos agentes de uma possível transformação social em curso. Neste exposição, ao nos contrapor às idéias de Virno, Hardt e Negri, sintetizadas no conceito de multidão, pretendemos discutir o papel e o lugar dos agentes sociais numa economia que fez das TICs e do conhecimento elementos fundamentais de seu processo valorativo.
AUTOR: Ruy Sardinha Lopes - EESC - USP – São Carlos - Professor de Estética e História da Arte do Departamento de Arquitetura da EESC – USP. Bacharel, mestre e doutorando em Filosofia pela USP. Pesquisador sobre as novas tecnologias, sua tese de doutorado, intitulada Informação, Conhecimento e Valor (a ser defendida no segundo semestre de 2006) faz uma análise das questões levantadas pela centralidade econômica da informação e do conhecimento na atualidade.
A tecnologia da informação como instrumento de homogeneização cultural e de manutenção do sistema sócio-econômico global
RESUMO: Grandes volumes de capitais nacionais e transnacionais estão cada vez mais ligados à indústria de informação e à tecnologia informacional. A partir do chamado período pós-industrial, a informação e o aparato tecnológico que a cerca se tornaram o eixo do sistema capitalista. Este trabalho visa viabilizar uma convergência de diversos conceitos sobre o tema, fazendo com que surjam novas interpretações sobre os fenômenos sociológicos que cercam o aparato tecnológico de comunicação e informação, enfocando suas relações com o capital e o indivíduo. Como finalidade secundária, procura analisar a ruptura dos conceitos tradicionais dos poderes nacionais frente à emergência da sociedade informacional, assim como as relações de interesses entre o capital privado e a cultura. Sua finalidade conclusiva é a emergência de dispositivos teóricos capazes de explicar os fatores que condicionam a universalização da cultura, assim como os mecanismos que levam à cessão dos modelos sócio-culturais tradicionais frente ao avanço do capital internacional.
PALAVRAS-CHAVE: Tecnologia da Informação, Universalização Cultural, Capitalismo Informacional, Globalização
O presente trabalho foi realizado com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico - CNPq – Brasil
AUTOR: Christian Carvalho Ganzert . Curso de Ciências da Informação e Documentação da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto, USP.
Webjornalismo e Web 2.0: novas possibilidades
RESUMO: As atuais estratégias comunicacionais voltadas para a mídia internet têm priorizado as especificidades hipermidiáticas e tal formatação possui sua personificação no conceito de Web 2.0. Os processos de interação mútua passam a ser mais valorizados em hiperdocumentos inter-relacionais como Digg, Wasabi e Eu Curti, onde a produção, seleção e rankeamento de informação ficam a cargo dos interagentes participativos. O presente artigo pretende verificar, a partir do conceito de ambientes inter-relacionais, de que modo estas estratégias são implementadas, analisando processos narrativos e níveis de interação nos sites especificados.
Palavras-chave: Web 2.0; Webjornalismo; interação; co-enunciação; espaços relacionais .
AUTORES: Jorge Rocha - Professor de Jornalismo Digital II da Universidade Fumec, em Belo Horizonte (MG). Coordenador do Laboratório de Jornalismo Digital e responsável pelo portal universitário de comunicação Ponto Eletrônico – http://www.pontoeletronico.fumec.br. Mestre em Cognição e Linguagem pela Uenf (Universidade Estadual do Norte Fluminense), em Campos (RJ). Valéria Machado - Professora de Jornalismo On-line da Faculdade de Filosofia de Campos (Uniflu) e Multimídia, em Macaé (RJ). Mestre em Cognição e Linguagem pela Uenf (Universidade Estadual do Norte Fluminense), em Campos (RJ). valmachadoc@yahoo.com.br
A “Firma-rede” e o trabalho: atualidades do trabalho nas telecomunicações brasileiras
RESUMO: As transformações no mundo, nas últimas décadas, relacionam-se ao novo panorama tecno-econômico, marcado pela importância das novas tecnologias da informação e da comunicação. Tais mudanças relacionam-se, principalmente, ao papel estratégico que as teles cumprem no atual estágio do capitalismo. As teles garantem a infra-estrutura básica ao tempo em que surgem como novo e rentável espaço de acumulação. Com a desestatização, as teles tornam-se espaço de disputas do grande capital internacional. A privatização das teles no Brasil tem provocado mudanças importantes no mercado de trabalho, em que se diferenciam cada vez mais os mercados de trabalho internos às empresas e o mercado de trabalho mais amplo, onde a figura essencial é a “firma-rede” e suas estratégias de gestão e organização do trabalho, articuladas àquelas mais amplas de inserção nos mercados, como à política tecnológica. A privatização das teles brasileiras é o corolário de um longo e complexo processo que cristaliza o caráter mundializante do capital e o papel que passam a jogar as grandes empresas, num contexto de mudanças organizacionais e tecnológicas que atingem o padrão de funcionamento da produção e do trabalho, como o tipo de inserção de cada país na “economia mundial”.
AUTORA: Verlane Aragão Santos - Universidade Federal de Sergipe (UFS); Universidade Federal do Paraná (UFPR). Graduada em Ciências Econômicas e mestre em Sociologia, pela UFS. É Prof. Assistente do Departamento de Economia desta Universidade e Doutoranda em Economia na UFPR. Desenvolve tese sobre a gestão e a organização do trabalho nas telecomunicações brasileiras, tendo terminado recentemente seu estágio de doutoramento na Facultad de Comunicación da Universidad de Sevilla.
Rádio digital: ilusões ou possibilidades?
RESUMO: Este trabalho propõe uma reflexão sobre as promessas advindas das inovações tecnológicas e discute o comportamento do rádio neste contexto. A cada avanço das tecnologias da informação e comunicação, ressurgem as esperanças que nos instigam a acreditar em uma mudança na lógica da comunicação tradicional, unidirecional, massiva. A onda da vez é a digitalização da radiodifusão que propicia sua entrada na convergência digital - processo que engloba as telecomunicações, os meios de comunicação de massa e a informática.
No caso do rádio, a mudança para digital traz consigo a promessa da utilização da tecnologia de maneira plural e democrática, e, assim, contribuir para novas formas de inserção social, bem como para a diminuição das diferenças sociais, educacionais e culturais. Por outro lado, não se pode esquecer que as tecnologias da informação e da comunicação são apenas ferramentas produzidas pela própria sociedade, elas não causam, por si só, as mudanças.
AUTOR: Cristiane Arakaki (Universidade de Brasília) - graduada em Desenho Industrial pela Universidade de Brasília em 1998, é mestranda em Comunicação pela Universidade de Brasília, na linha de Políticas de Comunicação. Atualmente é bolsista da Universidade de Brasília e participa de vários projetos de pesquisa e desenvolvimento desde 2002 no Núcleo de Multimídia e Internet - NMI do Departamento de Engenharia Elétrica da Faculdade de Tecnologia da UnB.
O jogo informacional ou o que os MMORPGs podem nos ensinar sobre o capitalismo pós-industrial
RESUMO: Trata-se de um estudo sobre o jogo eletrônico à luz da idéia percebida em um movimento econômico mais amplo, que acena para a inflexão do capitalismo em sua forma pós-industrial, ou seja, a informação passa a ser o produto mais valorizado. Ocorre uma desmaterialização dos bens que se acompanha de novas formas de produção, circulação e consumo. Neste sentido, o escopo da pesquisa fixa-se nos MMORPGs (games para múltiplos usuários conectados) e sua rede de jogadores. O objetivo é pensar estes domínios no mesmo prisma dos estudos sobre o paradigma da tecnologia da informação (Castells, 1999) e a era do acesso (Rifkin, 2001), para que assim seja possível identificar as alternativas do capitalismo informacional – como a relação servidor/usuário e o data minnig. O método é fundamentado na experiência em Star Wars Galaxies, MMO desenvolvido pela LucasArts.
AUTOR: Luiz Adolfo de Andrade (UFF). É mestrando do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade Federal Fluminense, Niterói – RJ. Desenvolve pesquisa sobre “Games e Comunidades Virtuais”, na linha de “Tecnologias da Comunicação e da Informação”. Contato: luizadolfoandrade@yahoo.com.br
Dia 20/10 - 13 horas (SALA C-104)
COORDENAÇÃO: Profª Rosemary Segurado (USP)
O uso das novas tecnologias na ação política no Brasil e na Espanha
RESUMO: A pesquisa “O uso das novas tecnologias na ação política no Brasil e na Espanha”, tem como objetivo estudar o significado das novas tecnologias no contexto do processo político brasileiro, tomando como base o pleito de 2006, quando serão desenvolvidas campanhas para as eleições presidenciais. Serão estudadas as manifestações mais recentes presentes no ciberespaço, que são os blogs, de jornalistas tais como: Luiz Nassif, Noblat, Tereza Cruvinel, Josias de Souza, Cláudio Humberto; os sites dos seguintes partidos políticos: e de seus candidatos: PT, PSDB, PMDB, PFL, PDT, PSOL, PC do B, PCO, PSTU e PSB; sites de movimentos que estruturam sua ação política fora dos espaços institucionais: Centro de Mídia Independente, Vermelho, Agência Carta Maior, Observatório da Imprensa, Mídia Sem Máscaras.
Trata-se de um projeto de pesquisa aprovado pela CAPES envolvendo pesquisadores do NEAMP (Núcleo de Estudos em Arte, Mídia e Política da PUC-SP) e da Universidade Rey Juan Carlos da Espanha.
AUTORA: Rosemary Segurado - NEAMP (Núcleo de Estudos em Arte, Mídia e Política da PUC/SP), professora de Sociologia da Escola de Sociologia e Política de São Paulo. Bacharel, Mestre e Doutora em Ciências Sociais pela PUC-SP, pesquisadora na área de mídia e política desde 1992. Participou da criação do Neamp (PUC/SP) em 1997 no qual vem desenvolvendo atividades de pesquisa como o estudo comparado entre Brasil e Espanha, além de ter publicado artigos em revistas científicas, capítulos de livros entre outros.
Os sítios das emissoras de TV aberta: uma proposta de análise da comunicação organizacional virtual
RESUMO: O artigo abordará, no âmbito da Economia Política da Comunicação, questões pertinentes a gestão das informações no mundo virtual, em especial no universo da comunicação organizacional. Nesse sentido serão analisados os sites como mais uma forma de aproximação das organizações com seus públicos. Para isso serão tratados os conceitos de usabilidade, navegabilidade, interatividade e criatividade. Esses conceitos são fundamentais ao efetivo relacionamento com os diferentes usuários na comunicação organizacional.
Palavras-chave: economia política da comunicação, comunicação organizacional, comunicação virtual, sites organizacionais.
AUTORES: Helenice Carvalho - Dra em Ciências da Comunicação, PPGCC/Unisinos; Mestre em Administração, PPGA/UFRGS; Especialista em Marketing, Faculdade de Administração/PUC/RS; Especialista em Administração de RRPP e PP, FAMECOS/PUC/RS; Graduada em Comunicação Social, habilitação em Relações Públicas, CCSH/UFSM. Professora do Curso de Comunicação Social da Unisinos, desde março de 1994, onde foi coorddenadora do curso de RP de 1994 a 2002; Coordenadora da área de Relações Públicas da Agência Experimental de Comunicação/AgexCOM da Unisinos, de julho de 2002 a dez/2005. Professora da Famecos/PUCRS desde agosto de 2005. Valério Brittos - Professor no Programa de Pós-Graduação em Ciências da Comunicação da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS) e doutor em Comunicação e Cultura Contemporâneas pela Faculdade de Comunicação (FACOM) da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Presidente do Capítulo Brasil da União Latina de Economia Política da Informação, da Comunicação e da Cultura (ULEPICC-Brasil).
(Re)configuração do papel do webjornalista: a atuação informacional do Participatory Journalism
RESUMO: Os processos informacionais webjornalísticos cada vez mais operam em caráter de comunicação interpessoal, reforçando assim o amálgama produtivo entre produtores e consumidores de informação (prosumidores). Este artigo, elaborado como parte do projeto de pesquisa Participatory Journalism: práticas e papéis dos jornalistas na Internet, se insere na busca por definições de valores e funções interacionais do webjornalista. O ponto de partida da pesquisa é considerar profissional de Jornalismo voltado para a Internet como alguém pautado por operar em processos de interlocução entre interagentes ou comunidades participativas. Tais análises são voltadas ainda para uma possível (re)configuração do espaço público e atuação do webjornalista como “cartógrafo de informação” em publicações de cunho interacional como Slashdot, OhMyNews e Centro de Mídia Independente.
AUTOR: Jorge Rocha . Professor de Jornalismo Digital II da Universidade Fumec – BH-MG e coordenador do Laboratório de Jornalismo Digital, responsável pelo portal de comunicação Ponto Eletrônico – http://www.pontoeletronico.fumec.br. Mestre em Cognição e Linguagem pela Uenf (Universidade Estadual do Norte Fluminense) – Campos-RJ.
A emancipação digital como caminho à sociedade do conhecimento
RESUMO: Na atualidade, os cidadãos procuram seu lugar na sociedade da informação. Um caminho para chegar a uma sociedade do conhecimento, em que os indivíduos processem a informação a seu serviço para emancipar-se, empoderar-se e auto-organizar-se. Para que esse objetivo seja atingido, é necessária a integração de diversos atores sociais na produção do discurso e da ação. Portanto, devemos procurar um modelo que inclua tanto os pesquisadores quanto os ativistas e os profissionais da indústria da comunicação. As TICs oferecem um espaço aberto para o avanço desse processo, sempre que as oportunidades de emancipação digital sejam aproveitadas.
AUTOR: Óscar Curros Moure - USC-Universidade de Santiago de Compostela (Galiza, Espanha). É doutorando em História de América (desde 2004), especialista em Cooperação Internacional (2004) e graduado em Jornalismo (2003) pela USC (Universidade de Santiago de Compostela). Fez intercâmbio de doutorado na FFLCH-USP (2006), onde cursou a disciplina da Profa. Dra. Maria Helena Rolim Capelato. Também possui o título de especialista em Comunicação Empresarial (2005) pela UDC (Universidade de A Coruña). É pesquisador do IGESIP (Instituto Galego de Estudos da Segurança Internacional e da Paz) e membro do Conselho Editorial de Asteriskos*- Revista de Estudos Internacionais e da Paz.
TÍTULO: Comunicação e Diferença: Opinião Pública Molecular, Contágio Social e Tecnologias de Virtualização
RESUMO: Reconfigurar o estatuto conceitual da Opinião Pública torna-se imprescindível face às diversas segmentações dos grupos sociais contemporâneos. No que tange à comunicabilidade, a proliferação das tecnologias virtuais permitiria potencialmente a pulverização de micro-diferenciações de uma Opinião em escala global. Cabe questionar, contudo, se nos é exclusivo tal deslocamento no sentido de uma molecularização da Opinião ou se, historicamente, esta sempre pôde ser vislumbrada como um grupo vivo e diferenciado de juízos em mutação. Para a abordagem desta problemática, sugerimos uma releitura do arcabouço do sociólogo Gabriel Tarde. Expomos alguns dos principais pressupostos de sua micro-sociologia, ratificando a aposta tanto nas pequenas engrenagens sociais quanto em sua variabilidade e heterogeneidade a priori. Finalmente, indicamos como o pensamento da Opinião Molecular não prescinde de um olhar atento às similitudes sociais a partir do instigante conceito tardeano de contágio social.
AUTOR: Ericson Saint Clair (Universidade Federal Fluminense). É mestrando do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade Federal Fluminense (UFF), onde desenvolve a dissertação “Gabriel Tarde e a Comunicação”, sob orientação da Prof. Dra. Maria Cristina Franco Ferraz e financiamento da CAPES. Bacharel em Comunicação Social pela Uerj, foi bolsista Pibic/Uerj de 2002 a 2004, na pesquisa “Novas tecnologias da comunicação: subjetividade e sociedade”.
Governo Eletrônico - Utilização dos recursos da tecnologia da informação e comunicação como plataforma para o exercício da prática democrática
RESUMO: Apesar do panorama de desigualdades que o Brasil apresenta, o crescente fluxo de informação digital e principalmente a convergência midiática, que já é realidade, justifica e permite um estudo aprofundado dos novos meios e recursos de comunicação aplicados ao Governo Eletrônico. Não há no Brasil a disseminação de iniciativas e de práticas que atuem como facilitadores no envolvimento democrático e da participação do cidadão no governo por intermédio dos recursos tecnológicos, mas algumas experiências confirmam, ainda que timidamente, o potencial de uso da tecnologia da informação para a ampliação da prática democrática. O artigo visa apresentar uma perspectiva das possibilidades do uso das Tecnologias da Informação e Comunicação nos projetos de Governo Eletrônico no Brasil, bem como algumas aplicações e resultados obtidos a partir dessas iniciativas. Em seguida discute os resultados a partir do ponto de vista econômico e político, baseado nas estratégias de implantação do projeto brasileiro para Governo Eletrônico.
AUTORA: Daniela Fávaro Garrossini (Universidade de Brasília) - Graduada em Desenho Industrial - Programação Visual (2000), concluiu o mestrado em Engenharia Elétrica pela Universidade de Brasília em 2003. Cursa doutorado em Comunicação pela Universidade de Brasília com ênfase em políticas de comunicação aplicadas a governo eletrônico. Atualmente é bolsista da Universidade de Brasília e participa de vários projetos de pesquisa e desenvolvimento desde 2000 no Núcleo de Multimídia e Internet - NMI do Dep. de Engenharia Elétrica da Faculdade de Tecnologia da UnB.